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Desde que Sherwood assumiu, nenhum time fez mais gols na Premier League que o Aston Villa

Há algumas semanas, torcedor algum do Aston Villa acreditaria em você se lhes dissesse que, pela 29ª rodada, o time golearia o Sunderland por 4 a 0, fora de casa, alcançando a segunda vitória consecutiva na Premier League. Pois é exatamente o que aconteceu neste sábado, e o melhor de tudo: com todos os gols marcados apenas no primeiro tempo. Um cenário inimaginável levando-se em conta o retrospecto do time na temporada, mas completamente condizente com a virada de jogo promovida pela demissão de Paul Lambert e contratação de Tim Sherwood para o comando técnico da equipe.

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Os quatro gols deste sábado juntaram-se aos outro quatro marcados nas três rodadas anteriores e colocaram o Aston Villa como melhor ataque da Premier League no período entre esta rodada e a 26ª. São oito gols, número igualado apenas pelo Manchester City. O período de observação é pequeno, e o objetivo não é dizer que os Villains são tão bons quanto os Citizens. Mas esses dados se tornam extremamente representativos quando lembramos que o ataque foi o principal problema do time nesta temporada. Outro paralelo de estatísticas mostra o crescimento: os quatro gols feitos em um só tempo contra o Sunderland, no Stadium of Light, igualou toda a quantidade de gols que o Villa havia feito fora de casa em todos os jogos da Premier League 2014/15 até então.

Ainda com Lambert como técnico, o Aston Villa chegou a quase 11 horas seguidas de jogo sem balançar as redes na Premier League. A seca acabou contra o Chelsea, na 24ª rodada, com uma derrota por 2 a 1. O fim da linha para o treinador viria uma semana depois, com a demissão após o revés para o Hull por 2 a 0. A quantidade ínfima de gols denunciava a campanha pífia: o time havia feito apenas 11 em 25 rodadas. Número que, em apenas quatro partidas, Sherwood já quase alcançou.

A mudança não se nota apenas nos números. A figura de Tim Sherwood parece fazer bem ao clube. No primeiro triunfo na liga, logo em seu segundo jogo, com o 2 a 1 sobre o West Brom, a vibração do treinador à beira do gramado a cada um dos gols era contagiante. Ele mal havia chegado ao Villa Park, mas a sensação de alívio já era enorme. A recente ação de incluir em sua comissão técnica Styilian Petrov, adorado pelos torcedores e forçado a se aposentar como jogador em 2012 por problemas de saúde, aumentou ainda mais a simpatia dos fãs pelo novo técnico.

A classificação incrível à semifinal da Copa da Inglaterra, após mais uma vitória sobre o West Bromwich, com direito a invasão generalizada da torcida no Villa Park é outro indício de que os tempos são outros. O time se caracterizou pela pequena lealdade de seus torcedores na temporada. O estádio tem a menor porcentagem de ocupação média da liga, 77%, enquanto o segundo pior, Sunderland, apresenta 87%. A reversão da fase péssima para um renascimento meteórico tende a levar mais torcedores ao estádio e a resgatar o apoio necessário para escapar do rebaixamento.

Falamos agora de um novo Aston Villa. Um time que joga, na prática, de maneira mais condizente com o que esperaríamos de um elenco que, no papel, conta com nomes suficientemente bons para, pelo menos, uma campanha de meio de tabela. Agora está a três pontos dos que hoje seriam rebaixados. É cedo para falar, mas a maneira confiante como o time tem atuado e o fato de os resultados terem começado a aparecer sugerem que a resposta à má fase duradoura está bem estabelecida.

Confira um dos quatro gols marcados pelo Aston Villa contra o Sunderland:

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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