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Depois do PSG, dinheiro do Catar pode chegar em outro clube: o Tottenham

O governo do Catar é o grande patrocinador do Paris Saint-Germain e responsável por transformar o clube em uma potência europeia novamente, depois de anos longe da Champions League. O próximo alvo pode ser um clube inglês e a especulação é que este clube seja o Tottenham. Ao menos segundo a agência de notícias AP.

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Segundo o ministro do esporte Salah Bin Ghanem Bin Nasser al-Ali, comprar um clube inglês é alta prioridade e os Spurs, que tem como dono Joe Lewis e como presidente Daniel Levy. Os torcedores têm sido muito críticos aos dirigentes pelo modo de gestão nos últimos anos. Mesmo com a fortuna do dinheiro da venda de Gareth Bale, o clube contratou reforços, mas não conseguiu mais brigar na parte de cima da tabela.

Segundo a AP, o país árabe pensa em uma proposta de £ 1 bilhão (€ 1,26 bilhão) pelo clube. O que os catarianos fariam seria parecido com o modelo de gestão do Paris Saint-Germain, que transformou o clube no francês mais forte da Europa, brigando com os gigantes em pé de igualdade – foi eliminado nas duas últimas edições da Champions League por Barcelona e Chelsea, mas com os adversários sofrendo demais.

Se especula desde o começo da temporada que o Tottenham pode ser vendido. Em novembro, um grupo de investimentos americano especulou a compra do clube, mas a proposta efetivamente acabou não acontecendo. Ao jornal The Sun, o ministro do esporte do Catar, Al-Ani, deixou clara a intenção do país em investir em um clube da Premier League. “É claro que o Catar quer ter um clube na Premier League, 100%. Aqui no Catar nós somos muito, muito bons em pegar algo e realmente transformar em algo muito, muito bom. Mesmo se for bom, nós levamos a outro passo”, declarou o político.

Vale lembrar que o Catar é o palco da Copa do Mundo de 2022, que está sob fortes críticas de muitos lados. Os catarianos são acusados de usar trabalho escravo em seu território, inclusive em obras da Copa do Mundo. Além disso, há muita desconfiança sobre corrupção na eleição do país como sede. Somado a tudo isso, há a preocupação com o forte calor no país no período que a Copa acontece, entre junho e julho, quando as temperaturas passam de 40°C e podem chegar próximo a 50°C. Os ingleses são os maiores críticos da Copa de 2022 e os catarianos podem ver na compra de um clube do país uma forma de tentar amenizar a opinião pública em relação à atuação do país.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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