Inglaterra

Depois de Suárez, Liverpool dá a camisa 7 a James Milner

Luis Suárez marcou época em seus anos de Liverpool. De janeiro de 2011, quando chegou ao clube, até maio de 2014, quando o deixou, o jogador se tornou queridinho da torcida com suas atuações incríveis e muitos, muitos gols. A camisa 7 é a mais festejada no clube pela história que carrega. Para ficar em um jogador que a vestiu, Kenny Dalglish, um dos maiores ídolos da história, vestiu a lendária camisa 7. Na temporada passada, ninguém usou o número depois da saída de Suárez. Na próxima temporada, quem vestirá será o recém contratado James Milner.

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“Eu vestia a camisa 7 no Manchester City, mas em um clube como o Liverpool, você pode vestir qualquer número no elenco e será cheio de jogadores incríveis que já o vestiram antes”, afirmou o meio-campista. “Eu sei que a camisa 7 é especial para este clube e espero que eu possa ser um jogador especial para o clube. Mas como eu disse, com o sucesso que este clube tem na sua história, poderia escolher qualquer número do elenco e seria uma camisa especial. Eu espero que eu possa dar orgulho a essa camisa e vencer muitas partidas com a equipe”.

Aos 29 anos, o jogador da seleção inglesa chega ao Liverpool com o peso de vestir a camisa mais importante do clube, mas certamente com um papel de coadjuvante. Mesmo assim, é uma responsabilidade grande para o jogador, que chega para atuar em uma posição onde o clube perdeu o seu maior jogador na história, Steven Gerrard. No seu primeiro dia de trabalho no centro de treinamento de Melwood, o jogador deu entrevista ao site do clube para falar sobre a escolha de mudar-se para Merseyside.

A escolha de ir para o Liverpool

“O Manchester City é um grande clube e eu vivi cinco grandes anos e aproveitei cada minuto. Os torcedores foram brilhantes comigo o tempo todo e isso tornou a decisão difícil. Eu fui sortudo o suficiente para ganhar troféus e ser parte de um bom elenco lá, mas falando com o clube sobre os planos deles e onde eles me viam para os próximos anos, e então falando com o técnico lá e seus planos para o futuro e para mim, eu pensei que era a coisa certa a se fazer para mim sair e ter mais tempo em campo e ser parte de algo especial”, contou Milner.

“Eu tive sorte por jogar por grandes clubes durante a minha carreira até agora e este é mais um. É um grande desafio para mim. Eu quero jogar futebol e jogar mais centralizado se possível – e foi o onde o técnico me disse que me via jogando. Foi algo grande para mim vir para cá nos estágios finais da minha carreira. Eu não estou dizendo que estou no fim da carreira porque eu sinto que tenho muito futebol sobrando em mim. Eu quero jogar o máximo de futebol que puder. Quando eu sentar, aos 45 anos, e estiver aposentado, eu quero olhar para trás e ver o que eu fiz e que eu joguei partidas, mais do que ter chegado ao fim da minha carreira e apenas saído de cena”, explicou ainda o jogador.

“O Liverpool é adequado para mim como clube. É um clube enorme e há muita pressão toda vez que você entra em campo. Eu joguei diante do público em Anfield e será bom estar do outro lado dos torcedores agora. A atmosfera que eles criam é fantástica e provavelmente uma das melhores que eu já joguei na Inglaterra, então tê-lo me apoiando é definitivamente algo que será um sentimento incrível”, continuou o jogador.

Falando sobre Brendan Rodgers, Milner declarou que a sua decisão de ir ao Liverpool teve muito a ver com o treinador e com uma conversa que teve com o capitão Steven Gerrard nos momentos que os dois estiveram juntos na seleção inglesa. “Ele foi uma parte muito grande, para ser honesto. O clube não precisa de muita propaganda sobre a sua grandeza, o apoio e o elenco que ele tem. Mas falando com o técnico e quais os planos para mim, coisas que eu ouvi sobre ele de outros jogadores. Eu estava falando com Stevie na Inglaterra e as pessoas gostam disso, e o que ele me disse me fez querer vir e jogar para ele imediatamente”, declarou.

 

 

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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