Inglaterra

De contrato renovado, história de Coleman no Everton deve continuar pelo menos até 2023

O capitão de 32 anos estendeu o seu contrato com o clube até o fim da temporada de 2022/23

Embora sua importância em campo tenha diminuído nas últimas duas temporadas, o papel de liderança de Seamus Coleman é essencial ao Everton e foi reconhecido nesta quarta-feira com uma extensão de contrato com o objetivo de manter o irlandês no Goodison Park até 2023.

Coleman, 32 anos, tem 350 partidas pelo Everton e a possibilidade, caso seja frequente nas escalações de Rafa Benítez, de pelo menos se aproximar de Leon Osman e Dixie Dean, cada um com 433 jogos, e bater na porta da lista dos dez atletas que mais vezes vestiram a camisa do clube azul de Liverpool.

O capitão do time, em seu auge entre os melhores laterais direitos da Premier League, quebrou a perna após uma entrada de Neil Taylor, da seleção galesa, enquanto defendia a Irlanda em março de 2017. Passou quase um ano afastado dos gramados. Nas últimas duas temporadas, foi titular em 39 das 76 rodadas de Premier League disputadas pelo Everton.

A renovação do jogador que está no clube desde 2009 foi anunciada pelo diretor de futebol Marcel Brands de uma maneira pouco comum, diante de todos os companheiros, que aplaudiram a novidade.

“Estou muito feliz. Todos do clube e tenho certeza que todos os torcedores sabem o quanto este clube significa para mim desde o primeiro dia”, afirmou Coleman, ao site oficial do Everton. “É uma grande honra aumentar meu tempo aqui. Baixei minha cabeça e continuei trabalhando duro, como sempre fiz, e o clube decidiu me recompensar. Fico muito feliz com isso”.

“Espero que possa continuar enquanto for possível, passar minha experiência aos jovens, ajudar e apoiá-los do jeito que eu puder, e contribuir em campo o máximo possível”, acrescentou.

O lateral direito acredita que não recebeu a proposta de renovação por ser quem é, mas que a mereceu com seu desempenho em campo. “Não é algo que eu queria simplesmente ganhar. Eu trabalhei muito duro na última temporada e acho que fui muito bem nos jogos em que atuei. Todo dia nos treinos eu me esforcei ao limite e fiz tudo que podia para ficar e jogar por um grande clube como este”, afirmou.

Com Rafa Benítez, o Everton inicia uma nova tentativa de se inserir no grupo de elite do Campeonato Inglês, e diante de possíveis idas e vindas e o início de um projeto diferente, é importante ter um jogador com a experiência de Coleman e que conhece o clube como se fosse a palma de sua mão. E se ele conseguir voltar ao nível que apresentou em seus melhores momentos, também não é ruim ter um lateral direito como aquele.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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