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Damien Duff enfim encerrou sua longa e vitoriosa carreira (sim, ele ainda estava jogando)

A carreira do irlandês Damien Duff começou em 1997, aos 18 anos, e terminou apenas na última segunda-feira, quando o habilidoso e versátil ponta anunciou que o seu corpo não consegue mais responder às ordens da sua cabeça. Duff estava no Shamrock Rovers, de Dublin, sua cidade natal, pelo qual disputou nove partidas no Campeonato Irlandês desde o começo da temporada.

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Duff não pode reclamar dos quase 20 anos em que passou como jogador profissional. Começou no Blackburn, e com os Rovers, foi à segunda divisão e voltou. Venceu a Copa da Liga Inglesa de 2001/02, e no final da temporada seguinte, foi contratado pelo Chelsea como uma dos primeiros reforços milionários de Roman Abramovich. Exigiu um investimento de £ 17 milhões, o que era bastante dinheiro – foi a contratação mais cara da história do clube de Stamford Bridge na época, superando os £ 15 milhões pagos por Jimmy Floyd Hasselbaink.

O irlandês chegou no mesmo pacote de Crespo, Verón, Makelele, Mutu e Joe Cole e custou mais que todos eles. Fez valer as libras pagas, participando ativamente dos dois primeiros títulos do Chelsea com José Mourinho e Abramovich. Foram 24 partidas como titular em 2003/04, considerando todas as competições, 41 na temporada seguinte, mesmo com a chegada de Arjen Robben para concorrer com ele, e mais 27 antes de se mudar para o Newcastle. Foram 19 gol e 26 assistências em 120 jogos no total pelo Chelsea.

Duff não teve muita sorte no Newcastle. Na última partida da Premier League de 2008/09, sua terceira em St. James Park, marcou o gol contra da derrota para o Aston Villa que decretou o rebaixamento do clube para a segunda divisão. Vilão da queda, chegou a jogar a Championship, mas acertou para disputar a elite pelo Fulham. De volta a Londres, chegou à decisão da Liga Europa – derrota para o Atlético de Madrid – e teve temporadas decentes no Craven Cottage.

No final da carreira, passou pela Austrália, defendendo o Melbourne City, antes de assinar com o Shamrock, sem embolsar um tostão furado do clube. Decidiu doar todo o dinheiro que deveria receber para duas instituições de caridade, e depois de seis meses, disse chega. “Meu coração queria continuar jogando, mas meu corpo finalmente venceu a batalha e me mandou parar”, disse.

Sem arrependimentos. Foi bicampeão inglês, venceu uma copa pelo Blackburn, chegou à final de competição europeia pelo Fulham, defendeu a seleção irlandesa 100 vezes e disputou uma Copa do Mundo. “Queria agradecer a todos que me ajudaram ao longo da jornada do futebol escolar em Dublin para a Inglaterra, ainda adolescente, e até agora. Eu vivi o sonho de qualquer jovem e sei que sou um homem muito sortudo”, encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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