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Crystal Palace, um especialista em estragar a festa do Liverpool

O Liverpool ainda parecia próximo de quebrar o jejum de títulos ingleses, que dura desde 1989, apesar da derrota para o Chelsea. Tinha 3 a 0 diante do Crystal Palace, mas levou o empate em um intervalo de nove minutos, na penúltima rodada da Premier League de 2013/14 e acabou sendo vice-campeão.

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Anfield Road estava lotado, com todas as lendas do clube nas arquibancadas, para ver a última partida de Steven Gerrard naquele estádio. Faixas, discursos, aplausos e músicas fizeram o clima da festa, mas o Crystal Palace fez questão de jogar água no chope e carimbou a despedida de Gerrard com uma vitória por 3 a 1.

Jürgen Klopp estava invicto no comando do Liverpool, e após três empates seguidos, estava começando a ensinar os seus jogadores a vencerem as partidas. Havia vencido Bournemouth, Chelsea e Rubin Kazan, o que plantou uma semente de esperança no torcedor, mas o Crystal Palace, em Anfield, conseguiu um gol no final do segundo tempo e esfriou tudo novamente.

O clube de Londres tornou-se um especialista em estragar a festa do Liverpool. Uma nítida pedra no sapato, como ficou claro na partida deste domingo. O time da casa teve méritos ofensivos, embora continue marcando poucos gols. Com Klopp, só marcou mais de uma vez contra o Chelsea. Tem oito gols em sete partidas. Mas a produção aumenta pouco a pouco. Contra o Palace, chutou 22 vezes a gol.

Acertou apenas quatro, e esse é um dos problemas. O ataque ainda é uma orquestra desafinada que Philippe Coutinho tenta coordenar com muito esforço, e às vezes consegue. Depois do Palace abrir o placar, aos 21 minutos do primeiro tempo, o brasileiro empatou, aproveitando um passe de calcanhar de Lallana, que tinha como objetivo achar Benteke, mas acabou caindo nos seus pés.

O Liverpool dominou o segundo tempo e foi ainda mais ofensivo, naquela maneira intensa e um pouco destrambelhada que Klopp adora. Coutinho encontrou Benteke dentro da área, mas o chute saiu bloqueado. O de Firmino, que entrou no lugar de Emre Can, também. A pressão era grande e a partida caminhava para a virada dos anfitriões. Mas a defesa voltou a falhar.

Impressiona a fragilidade defensiva do Liverpool há pelo menos dois anos e meio, e mais ainda que, nesse período, com quatro janelas de transferências, o clube tenha contratado apenas um zagueiro: Dejan Lovren, que estava no banco de reservas e entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Sakho. Aos 37 minutos da etapa final, Scott Dann completou um escanteio de cabeça. Mignolet defendeu, com rebote, que voltou a Dann. Ainda sem marcação, o zagueiro venceu o goleiro belga e fez 2 a 1.

O Liverpool evolui dentro de campo com Klopp, mas ainda está longe de ser um time pronto. Há tempo para buscar vaga na Champions League, com o Chelsea na parte inferior da tabela e clubes que tendem a perder o fôlego à frente dos Reds. Mas ajustes precisam ser feitos, tanto na defesa quanto no ataque.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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