Copa da Inglaterra

Manchester United precisa dos pênaltis para evitar vexame histórico na Copa da Inglaterra

Heroico, Coventry luta até o fim, mas perde vaga na final da competição após empatar por 3 a 3 no tempo normal

Há um ditado que diz que o “futebol é a arte do possível”, poucas modalidades conseguem entregar tantas emoções e reviravoltas durante uma partida como este esporte tão amado e idolatrado ao redor do mundo. Manchester United e Coventry realizaram um jogo histórico pela semifinal da Copa da Inglaterra, com um roteiro que talvez nem o melhor diretor de filme ou série poderia escrever. Os comandados de Ten Hag abriram 3 a 0, com gols marcados por McTominay, Maguire e Bruno Fernandes, indicando uma vitória dominante do United.

Contudo, o imponderável do futebol entrou em cena 13 minutos após o terceiro gol do Manchester. Acomodado em sua vantagem, os comandados de Ten Hag recuaram demais, e o Coventry tirou forças do fundo de seu espírito para buscar uma reação que parecia inalcançável. Ellis Simms, deu início a remontada da equipe que disputa a Championship aos 26 minutos do segundo tempo com um belo chute após assistência de Fábio Tavares.

Oito minutos mais tarde, Callum O’Hare acertou um belo chute de fora da área, que ainda contou com um desvio na zaga do Manchester United antes de ir ao fundo do gol. A torcida do Coventry, outrora temerosa pelo placar adverso e o risco de sofrer uma goleada, viu seu time ganhar uma motivação fora do comum, para no último lance do jogo buscar o empate, em pênalti marcado após toque da bola no braço de Wan-Bissaka. Haji Wright converteu a penalidade e fez explodir o lado azul e branco presente em Wembley.

Na prorrogação, ainda mais emoções, com bola na trave de Bruno Fernandes pelos lados do United, gol anulado de Torp no último lance do tempo extra. Contudo, o placar manteve-se inalterado e a disputa pela vaga na decisão da Copa da Inglaterra seria definida nos pênaltis.

Nas penalidades máximas, melhor para o apático United

Existe outro importante ditado no meio futebolístico, que afirma que “pênalti é loteria”, fazendo uma comparação a sorte que os cobradores precisam no momento do chute, para converter a cobrança e garantir a vitória ao seu time. Na tarde deste sábado, no icônico Estádio de Wembley, a sorte sorriu para o time de Manchester, que mesmo não merecendo a classificação pelo que jogou no segundo tempo, aproveitou os erros de O’Hare e do capitão Sheaf para vencer a série decisiva por 4 a 2 e seguir em frente para enfrentar o Manchester City na Copa da Inglaterra.

Casemiro ainda errou a primeira cobrança do Manchester United, porém, o valente Coventry, que veio de outra incrível virada sobre o Wolverhampton nas quartas de final, não teve a eficiência suficiente para conquistar a vaga na final de um dos torneios mais tradicionais da Inglaterra. Fica claro o sentimento de frustração pela eliminação após chegar tão perto de uma heroica virada, mas também a lição de que tudo é possível dentro deste esporte tão incrível chamado futebol.

O que esperar do clássico de Manchester na final da FA Cup?

Parece até clichê colocar desta forma, mas pelo que os dois principais times de Manchester tem atravessado na temporada, quem errar menos vai levar o título. Mesmo com o momento melhor do City, que tem mais time e leva ligeira vantagem técnica em relação ao United, não dá para dizer quem é o favorito para a conquista da Copa da Inglaterra.

Principalmente porque em jogos como este, o imponderável do futebol costuma aparecer, e como o apresentado na tarde deste sábado, a equipe que é mais qualificada, muitas vezes não consegue se apresentar de modo competitivo o suficiente, e pode perder uma final. United e City prometem um confronto disputado, e com certeza, inesquecível pelo contexto de superação dos dois clubes até esta decisão.

 

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Esse é Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia e da Trivela. Jornalista especializado em Marketing digital é também narrador do Portal Futebol Interior e da RP2Marketing.
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