Copa da Inglaterra

Eliminação do Arsenal para o Southampton coloca ainda mais pressão na Premier League

Gunners veem fantasma de "amarelão" assombrar novamente a temporada

O Arsenal foi eliminado da Copa da Inglaterra neste sábado (4), ao perder por 2 a 1 para o Southampton. E por mais que as copas não fossem o maior objetivo dos Gunners na temporada, a forma como o clube foi eliminado dos dois torneios coloca uma pressão imensa no time de Mikel Arteta.

Os Gunners foram finalistas da Copa da Liga Inglesa, mas acabaram com o vice-campeonato ao perder para o Manchester City, seu fantasma dos últimos anos. Já na Copa da Inglaterra, uma derrota para um time da Championship, da segunda divisão, pode abalar a confiança do elenco, ainda mais logo antes de jogos da Champions League.

Para piorar, o que se viu em campo foi uma postura apática do setor ofensivo, repetindo um fator que já havia acontecido na final contra o City, com um ataque apático ficando sem ideias de forma preocupantemente rápida ao ser bloqueado pela organização tática do Southampton.

O único jogador que merece algum destaque é Max Dowman, de apenas 16 anos. O jovem já resolveu jogos para o Arsenal na temporada, mas ele não pode ser o único Gunner a chamar a responsabilidade e tentar levar o time ao ataque.

Agora, o Arsenal fica ainda com mais pressão para conquistar a Premier League – em que é líder por nove pontos, mas tem um jogo a mais que o City – e a Champions – torneio em que enfrenta o Sporting na próxima terça-feira (7), às 16h, pelas quartas de final.

Testes de Arteta dão errado

Mikel Arteta viveu uma encruzilhada diante do confronto contra o Southampton pelas quartas de final da FA Cup. Tendo um Departamento Médico com dez jogadores e repleto de peças importantes, ele bancou um time misto para poupar o elenco principal para disputar as quartas de final da Champions League.

O teste do técnico, então, passou por escalar nomes como Max Dowman, Gabriel Jesus, Cristhian Mosquera e Myles Lewis-Skelly. Com Christian Norgaard e Kai Havertz no centro do campo ao lado de Lewis-Skelly, a equipe não funcionou como poderia.

Apesar da dominância dos Gunners no ataque nos primeiros minutos (chegando a ter 12 finalizações a gol), o que se viu foram lances perigosos que culminaram nas principais oportunidades de gols por parte dos Saints.

Aos 17 minutos, por exemplo, o goleiro Daniel Peretz lançou o tiro de meta para a área e Gabriel Magalhães errou no cabeceio, entregando de graça para Léo Scienza avançar quase sozinho até a área. Christian Mosquera se recuperou e conseguiu travar o chute.

Mikel Arteta durante partida entre Arsenal e Southampton pela FA Cup (Foto: PA Images/Iconsport)
Mikel Arteta durante partida entre Arsenal e Southampton pela FA Cup (Foto: PA Images/Iconsport)

Mas não parou por aí. A segunda chance dos mandantes resultou no primeiro gol da partida. Scienza começou o contra-ataque no meio e abriu na direita com James Bree. O lateral cruzou para a área, Ben White errou o tempo de bola deixando Ross Stewart receber sozinho e bater no canto, abrindo o placar aos 34 minutos.

No segundo tempo, o Arsenal parou de se impor e perdeu o controle da partida. Vendo isso, Arteta buscou Viktor Gyokeres para trazer maior presença de área, que também puxou a responsabilidade em um momento que o Arsenal viu os seus principais jogadores sumidos.

Aos 22 minutos, Gabriel Magalhães avançou pelo meio e colocou em profundidade para Havertz dominar na linha de fundo e cruzar para o meio. Gyokeres, então, bateu para o gol igualando o placar.

Mesmo com o empate, o Arsenal viu a posse de bola se igualar com o Southampton e o que pareceu que seria um momento de alta para os Gunners, voltou a trazer uma incapacidade de criação generalizada, criando uma dependência maior das jogadas por parte de Dowman.

Southampton celebra vitória sobre o Arsenal durante eliminação da FA Cup (Foto: IMAGO / Pro Sports Images)
Southampton celebra vitória sobre o Arsenal durante eliminação da FA Cup (Foto: IMAGO / Pro Sports Images)

Foi ele, inclusive, que aos 37 minutos chegou a bater colocado na entrada da grande área, com a bola pegando a curva e quase virando o jogo. No entanto, nem a grande vontade do jogador foi capaz de superar a pressão alta e os contra-ataques dos Saints.

Aos 39 minutos, em meio a uma jogada construída na ponta esquerda e chega a Tom Fellows, que puxou e tocou para o meio. Charles dominou entrando na área e bateu no cantinho, garantindo a vitória e a vaga na semifinal da competição após 50 anos.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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