Contra os Saints, Lukaku fez valer sua influência no ataque do Everton e provou sua importância
O Everton terminou o ano com um gosto amargo na boca. No penúltimo dia de 2016, tudo o que os toffees conseguiram diante do Hull City, o vice-lanterna da Premier League, foi um empate. Em um jogo com bastantes oportunidades para cada lado, o time de Ronald Koeman colocou em evidência sua inconstância nesta temporada, já que começou muito bem a campanha sob novo comando técnico, ficando entre os quatro primeiros colocados na tabela em alguns jogos, mas acabou definhando ao longo das rodadas. Contra o Southampton, em Goodison Park, portanto, o Everton precisava dar aquele sabor agradável de volta à sua torcida. Quer dizer, começar a devolvê-lo. E foi isso que os azuis de Liverpool fizeram, em um 3 a 0 construído com a graça de Romelu Lukaku, que provou, mais uma vez, sua importância para a equipe eneacampeã inglesa.
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Se em partidas anteriores Koeman chegou a propor um 5-3-2 e um 4-3-3, contra o Hull City, fora de casa, o treinador pediu um 4-4-2 de seus comandados e parece ter gostado do que viu, mesmo com o empate por 2 a 2. Tanto que repetiu o esquema tático para receber os Saints. A diferença estava na formação do time, que contou com os jovens Tom Davies e Dominic Calvert-Lewin de titulares, e Enner Valencia no banco depois de ter começado contra o Hull. E no primeiro tempo os toffees não animaram o holandês quanto as pequenas mudanças feitas. Ao contrário do que aconteceu na rodada anterior, em que o Everton chegou bastante ao ataque e teve oportunidades de sobra para fazer mais do que os dois gols que marcou, os 45 minutos iniciais foram tão bons a ponto do time da casa ter chances de mexer no placar, o qual permaneceu sem gols até os 28 minutos do segundo tempo.
O marcador foi aberto com Enner Valencia, quem entrou (e mandou bem) para substituir Aaron Lennon, muito mal na partida. Embora tenha sido o equatoriano responsável por balançar a rede, a jogada quase que inteira foi de Lukaku. Foi o primeiro lance do jogo em que o atacante belga mostrou por que está prestes a receber o maior salário da história do clube. Isto é, se renovar com os toffees, claro. Lukaku é um dos melhores centroavantes em atividade na Europa, embora seus números nesta temporada da Premier League pudessem ser ainda melhores se o time como um todo estivesse tendo um melhor desempenho. O camisa 10 recebeu de Kevin Mirallas, em boa fase, na entrada da grande área, dominou, passou para Séamus Coleman, livre para direita, e o lateral colocou na cabeça de Lukaku. A bola, no entanto, bateu no goleiro Fraser Foster. No rebote, Valencia fez 1 a 0.
O segundo tento não veio muito depois. Maya Yoshida fez falta no autor do primeiro gol do jogo dentro da área, o que levou Leighton Baines, o veterano e cobrador de pênaltis mais eficiente do Everton, a converter o pênalti e ampliar o placar. A partida se encaminhava para seu final, os toffees tinham a posse, e a sensação é de que ainda faltava mais. Ou melhor, faltava um gol de Lukaku, que se movimentou muito bem ao longo de todo o jogo e teve uma grande participação no gol de estreia. E foi aos 44 da segunda etapa que o belga deixou o dele, um golaço, para selar sua atuação grandiosa no ataque do Everton em mais uma partida, e para mostrar que sua presença nesse time tem muito valor. O que ofusca algumas vezes sua assiduidade é o fato dele não se mexer muito em alguns jogos e a bola não chegar muito nele, o que pode ser entendido como um problema de transição entre meio-campo e ataque também.
O camisa 10 fechou o placar de 3 a 0 sobre os Saints e ajudou os toffees a conseguirem os três pontos. Agora, o Everton tem 30 pontos e ocupa o sétimo lugar na tabela, ficando atrás do Manchester United (sete pontos até o resultado final entre o time de José Mourinho e West Ham), e na frente do West Bromwich, que derrotou o Hull City, em cima, por 3 a 1. A ideia é que os comandados por Koeman persigam uma vaga em competição europeia. No começo, com os toffees chegando a assumir a vice-liderança do campeonato por alguns dias, dava para se falar em Champions League. Agora, não mais. O passaporte para a Liga Europa é a meta de um time que joga melhor do que na temporada passada, mas parece ainda não ter se encontrado. E é por isso que o técnico holandês mexe tanto na formação e esquema de sua equipe.



