Como o novo presidente do Chelsea vai ser escolhido após afastamento de Boehly?
Com Todd Boehly extremamente criticado pela torcida, o Chelsea tem planos para apontar um novo presidente em breve
Desde que Roman Abramovich foi obrigado a vender o Chelsea, em 2022, por conta das sanções causadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia, a equipe nunca mais foi a mesma. Após ficar de fora de competições europeias em 2023/24, a tendência é que os Blues não consigam vaga novamente para a próxima temporada, já que ocupam apenas a 11ª posição da Premier League com 39 pontos em 28 rodadas.
Por conta disso, o dono do Chelsea, Todd Boehly, vem sendo extremamente criticado pela torcida. Apesar de investir mais de £ 1 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) em reforços, os Blues estão devendo no quesito futebol. O vice para o Liverpool na Copa da Liga Inglesa piorou ainda mais o clima em Stamford Bridge, inclusive com torcedores exigindo a saída do empresário.
E isso deve acontecer em breve, mas não em definitivo. Isso porque Boehly deve ser afastado da presidência do Chelsea em 2027, como informou o Daily Mail. Contudo, isso não significa que o norte-americano vai se desfazer dos Blues, que foi adquirido por £ 3,5 bilhões (em torno de R$ 22,1 bilhões). Na verdade, a Clearlake Capital — empresa com ações majoritárias do clube — quer uma nova figura na presidência.
🚨 Todd Boehly will be REMOVED as Chelsea chairman in 2027 as the majority owners Clearlake Capital plan to switch to a new figurehead for the club. ❌
(Source: @MailSport ) pic.twitter.com/1JjixlcGi8
— Transfer News Live (@DeadlineDayLive) March 28, 2024
Isso será possível graças a uma cláusula no contrato de compra do Chelsea. Só que o acordo também prevê que Todd Boehly pode retornar como presidente no futuro, caso assim o deseje. Então, a pergunta que fica é: como os Blues vão escolher seu próximo dirigente? A Trivela irá sanar essa dúvida explicando como funciona o combinado entre os proprietários da equipe de Londres.
Quem será o próximo presidente do Chelsea?
Vale lembrar que o consórcio que adquiriu o Chelsea é composto pela Clearlake Capital, detentora de 61,5% das ações, enquanto Todd Boehly divide igualmente os outros 38,5% com Hansjorg Wyss e Mark Walter. A empresa que comanda os Blues também é gerida por Behdad Eghbali e José Feliciano. O primeiro é o líder do clube da companhia de investimentos.
O contrato permite que o Chelsea possa fazer um rodízio em sua presidência a cada cinco anos. Com a pressão sobre Boehly, a intenção dos proprietários é tirá-lo do cargo para trazer um sucessor e, quem sabe, mais paz em Stamford Bridge. Com isso, Eghbali ou Feliciano podem se tornar o dirigente máximo dos Blues. Se eles não estiverem interessados, deverão indicar algum dos sócios.
O grupo Clearlake tem um acordo de alternar a figura de presidente do Chelsea a cada 5 anos.
Isso significa que, provavelmente, a partir de 26/27, outro proprietário assume a posição que é do Boehly atualmente. pic.twitter.com/D8sPMtKVGJ
— Allampard 🦁🏴 (@AllampardBlue) March 28, 2024
Aqui cabe ressaltar que nenhum nome foi escolhido para ocupar o cargo de Todd Boehly, já que ainda há praticamente três anos para tomar uma decisão concreta. A certeza é que o empresário estadunidense não seguirá no comando do Chelsea a partir de 2027. Entretanto, nada impede dele reassumir a função em 2032, já que uma cláusula no acordo da compra dos Blues permite esse movimento.
Só que Boehly não tem interesse em voltar como presidente após o afastamento. O ambiente hostil demonstra que essa decisão não seria a mais adequada. Há cerca de uma semana, torcedores do Chelsea protestou contra os donos, incluindo Behdad Eghbali, e o diretor José Feliciano. A torcida dos Blues espalhou cartazes no estádio retratando os três dirigentes como palhaços de circo com uma mensagem para lá de polêmica:
“Caiam fora. Queremos nosso Chelsea de volta”.



