Copa da InglaterraInglaterra

Com direito a gol olímpico, o Exeter pôde reviver suas glórias ao parar o Liverpool na copa

O maior orgulho de Exeter City aconteceu lá em 1914. O duelo dos ingleses com a primeira seleção brasileira oficial segue bradado nos quatro cantos do clube, tema até de musical em seu centenário. Entretanto, mesmo sem nunca terem disputado a primeira divisão do Campeonato Inglês, os alvirrubros às vezes têm os seus momentos de glória. E, nesta sexta, viveram o maior dos últimos tempos. Seguraram o empate por 2 a 2 contra o Liverpool, que forçará o reencontro das duas equipes pela Copa da Inglaterra. A chance de jogar em Anfield e, quem sabe, de surpreender ainda mais.

LEIA MAIS: Como a Argentina e uma briga entre dirigentes ajudaram a criar a Seleção

Cabe ressaltar que Jürgen Klopp penou com os desfalques. Diante dos grandes problemas com lesão, o Liverpool escalou um time repleto de garotos da base e reservas pouco usados, no qual Christian Benteke acabou sendo a grande (e praticamente única) referência. De qualquer maneira, isso não diminui o feito do Exeter. Por duas vezes, a equipe da casa esteve em vantagem no placar. E o segundo gol será lembrado por muito tempo pela torcida no St. James’ Park: Lee Holmes cobrou escanteio cheio de efeito e marcou um gol olímpico. Contou com um pouco de colaboração do goleiro Adam Bogdán, de fato, mas anotou uma pintura.

Atualmente ocupando a 16ª posição da quarta divisão, o Exeter tem a chance de desfrutar de um momento de protagonismo. Vale muito em um clube modesto – no qual Klopp precisou dar entrevista na cozinha do estádio. Para os jogadores, é a oportunidade de mostrar trabalho e, quem sabe, alçar voos mais altos em breve. Enquanto isso, os alvirrubros podem estampar novamente as capas de jornal, recontando seu passado cheio de boas histórias. O empate com o poderoso Liverpool já é uma delas.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo