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Com City e United em baixa, quem brilhou no dérbi de Manchester foi Rashford

Em alguns dos últimos anos, o confronto entre Manchester City e Manchester United significa um dos mais importantes jogos do Campeonato Inglês. As duas equipes passaram a protagonizar a briga pelo título e isso significa que, além da rivalidade, era um confronto direto na disputa pela taça. Só que ambos estão bem longe do primeiro lugar nesta temporada. Foi um clássico relegado às sombras, mas que ainda valia muito: a briga pelo quarto lugar. E se os clássicos entre os dois times passaram a ser de estrelas internacionais, quem decidiu desta vez foi Marcus Rashford, o garoto do Manchester United.

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Alguns dos clássicos recentes entre os dois times foram grandes jogos, muito disputados e com dois times bem organizados. Não foi nada disso neste domingo. O que vimos foram dois times ainda com muitos problemas, sem conseguir mostrar um futebol que fosse grande coisa. O City começou fazendo força, tentando pressionar e conseguiu chegar ao campo de ataque e lá permanecer a maior parte do tempo. Foi o máximo que conseguiu.

A diferença entre os dois times foi que o United, quando conseguiu equilibrar o jogo, teve uma atuação um pouco melhor. Viu Chris Smalling ter uma atuação seguro, Michael Carrick dar equilíbrio ao meio-campo, Juan Mata ter algumas boas participação ofensiva e Lingard se esforçar e correr muito, ajudando o time na marcação. Acima de todos eles, Marcus Rashford. O centroavante foi perigoso, deu trabalho na movimentação e fez gato e sapato de Martín Demichelis.

Foi, aliás, em cima do zagueiro argentino que Rashford protagonizou o gol da vitória. Recebeu passe de Mata e driblou Demichelis com uma facilidade impressionante. Gol que acabaria fundamental, porque mesmo o Manchester City pressionando até o final, teve algumas poucas chances reais de marcar. Uma delas com Sergio Agüero, um dos poucos que se salvou nos Blues, já nos acréscimos. Ele chutou fora.

A atuação de Rashford arrancou elogios do técnico Louis van Gaal. “Ele é um verdadeiro centroavante. É por isso que eu deixo ele jogar nesta posição. Ele pode fazer gols, mas também é um ponto de ataque e corre pelos canais. Além disso, ele tem 18 anos, então temos que esperar para ver quão consistente ele será”, disse ainda o técnico.

A vitória põe fogo na briga por uma vaga na Champions League. O Manchester City, com a derrota, continua com 51 pontos. O West Ham, que sofreu o empate do Chelsea nos minutos finais, tem 50, mesma pontuação do Manchester United. São os três maiores concorrentes a ficar com a quarta vaga na principal competição europeia de clubes. O Arsenal, com 55 pontos, está um pouco acima. Tottenham, com 61, e Leicester, com 66, já estão muito distantes.

Curioso ver o Manchester United voltar à briga pela vaga na Champions League, depois de péssimas atuações, com jogadores como Lingard e Rashford entre os titulares, dois jogadores da base, quando o time gastou milhões de euros em reforços. Talvez seja um sinal que ter o dinheiro ajuda, mas se não gastar bem, não adianta nada.

O City, por sua vez, tem que colocar as barbas de molho. Quando foi anunciado que o técnico Manuel Pellegrini deixaria o comando do time para a chegada de Pep Guardiola, o técnico do Arsenal, Arsène Wenger, disse que isso teria algum efeito, bom ou ruim, mas teria. O que vemos, então, é que o City caiu muito de rendimento, vem jogando muito abaixo do esperado e não consegue desenvolver o futebol que tem capacidade. Vê o seu lugar na próxima Champions League ameaçado por West Ham e o próprio Manchester United. Guardiola deve estar tenso. Pode assumir uma equipe na Liga Europa. Veremos se o time consegue reagir e sair da nhaca que se meteu.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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