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Clubes ameaçados levam Premier League a um recorde de £ 1 bilhão em contratações

O dia de fechamento da janela de transferências de inverno pode não ter tido nenhuma contratação de algum craque de nível internacional para tomar todas as manchetes, mas ainda assim foi significativo, sobretudo para a Premier League, que, com a ação neste mês de janeiro, quebrou um recorde, batendo a marca de £ 1 bilhão gasto em uma só temporada pela primeira vez na história. E isso aconteceu principalmente graças à luta acirrada por um lugar na lucrativa elite do futebol inglês.

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Ao todo, os clubes da Premier League gastaram £ 172,65 milhões nesta janela. O Newcastle foi o que mais esbanjou, com £ 29 milhões desembolsados nas contratações de Henri Saivet, Jonjo Shelvey e Andros Townsend. O valor gasto pelos Magpies foi maior que o de todos os clubes do Campeonato Espanhol juntos (£ 24,2 milhões). Individualmente, a maior contratação foi a de Giannelli Imbula pelo Stoke, por £18,3 milhões. Quantitativamente, o Norwich foi o que mais fez contratações, com oito novos reforços para o restante da temporada, enquanto Manchester United, Aston Villa e Tottenham não anunciaram novos atletas.

Segundo a Sky Sports, essa foi a janela de inverno mais cara na Inglaterra nas últimas cinco temporadas. Você pode se perguntar como isso foi possível se não houve nenhuma grande contratação por parte de um dos gigantes do país. A explicação está na parte de baixo da tabela. O novo acordo pelos direitos de transmissão da Premier League já havia afetado a janela de transferências passada, com clubes medianos atuando de maneira relevante no mercado, como o Stoke, por exemplo, que tirou Shaqiri da Internazionale, e o Crystal Palace, que buscou Yohan Cabaye no Paris Saint-Germain. A influência do dinheiro da TV também se estendeu para esta janela.

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Os novos recursos, de fato, só começam a chegar na próxima temporada, mas os planos com eles já podem ser feitos a partir de agora, sobretudo visando à permanência na elite inglesa para ter direito a uma fatia de toda essa grana. De olho nisso, os clubes que lutam para se manter na Premier League, sozinhos, gastaram £ 90 milhões no primeiro mês de 2016. Do outro lado, a história é parecida. Os primeiros colocados da Championship, que brigam por uma vaga na próxima temporada da Premier League, foram responsáveis por 70% do total gasto pelos times da segunda divisão inglesa.

Evidentemente, com mais dinheiro em jogo, os valores pedidos por outros clubes também aumentam. Equipes de outras ligas ganham maior poder de negociação sabendo da quantia de que dispõem mesmo os médios da Inglaterra, e isso inflaciona as transações, possibilitando, por exemplo, a quebra de um recorde tão absurdo quanto mais de £ 1 bilhão em contratações. Se os efeitos já estão sendo sentidos de maneira tão imediata quando o novo acordo de TV sequer entrou em vigência, é assustador pensar o efeito que isso tudo pode ter a médio e longo prazos.

Confira os dez clubes da Premier League que mais gastaram nesta janela:

Newcastle – £ 29 milhões
Norwich – £ 20,3 milhões
Stoke – £ 18,3 milhões
Watford – £ 18,2 milhões
Bournemouth – £ 17,2 milhões
Everton – £ 16,5 milhões
Sunderland – £ 14,75 milhões
Leicester – £ 8,95 milhões
Swansea – £ 8 milhões
– £ 5,1 milhões

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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