O Chelsea dominou o primeiro tempo das oitavas de final da Inglesa contra o Tottenham, abriu o placar com Timo Werner, seu primeiro gol com a camisa dos Blues, mas não teve fome suficiente para matar o jogo. Permitiu que os Spurs se reagrupassem e retornassem melhor do intervalo e foi castigado com um gol de Erik Lamela nos minutos finais que levou a disputa aos pênaltis. Mason Mount foi o único que desperdiçou sua cobrança, na décima batida, e foi o time de José Mourinho quem avançou no torneio.

O Tottenham precisa de um título nesta temporada, independente de qual seja, mas Mourinho não teve nem a opção de escalar força máxima porque jogou no domingo contra o Southampton, pela Premier League, e precisa encarar o Maccabi Haifa, na quinta-feira, por uma vaga na fase de grupos da . Seria a segunda semana seguida com três jogos para os Spurs, não fosse o cancelamento da rodada anterior da Copa da Liga Inglesa por causa de um surto de casos de Covid-19 no Leyton Orient.

Frank Lampard também aproveitou o contexto para poupar alguns jogadores. Manteve Timo Werner na linha de ataque, com Hudson-Odoi, Mason Mount e , com Kovacic e no meio-campo. Com mais profundidade do elenco e contra um adversário em maratona, era o claro favorito e colocou isso em campo no primeiro tempo.

O Chelsea teve 72% de posse de bola, abriu o placar com um chute preciso de Werner da entrada da área e, embora não tenha criado um caminhão de chances claras, estava muito confortável em campo. Encontrava pouca resistência, mas não forçou para marcar o segundo gol e matar logo o jogo. Permitiu que o Tottenham reagisse. Depois de um equilíbrio um pouco maior no final da etapa, quando o estreante Edouard Mendy fez uma boa defesa em chute de Lamela, os Spurs voltaram com tudo do intervalo.

A estreia do goleiro foi a melhor notícia da noite para o Chelsea. Mostrou-se seguro em saídas pelo alto e realizou outra defesa importante em um chute forte de Reguilón, aos cinco minutos da etapa final. Indicado por Petr Cech para ser o novo dono da camisa 1, a expectativa é que assuma a titularidade e passe mais confiança do que Kepa Arrizabalaga e Willy Caballero. Os primeiros sinais foram bons.

A partida se inverteu no segundo tempo. O Tottenham ficou mais agressivo, subiu as linhas, igualou a posse de bola e criou muito mais oportunidades do que o adversário. Além do chute de Reguilón, teve uma batida perigosa de , que entrou na metade da etapa, e estava constantemente cercando a área adversária. O Chelsea conseguiu poucas escapadas. A mais perigosa, com Hudson-Odoi, apareceu quando Eric Dier estava fora de campo – aparentemente, foi ao banheiro, o que levou Mourinho a se encaminhar aos vestiários para trazê-lo de volta.

O Tottenham merecia o gol de empate muito tempo antes de Lamela, aos 39 minutos, dominar o cruzamento de Reguilón, que passou por toda a defesa do Chelsea e por uma tentativa mal sucedida de corte de Emerson Palmieri, e empatar a partida. Mais um exemplo dos problemas defensivos do time de Frank Lampard que ainda parecem longe de uma evolução em relação à temporada passada.

Nos pênaltis, os batedores superaram os goleiros e acertaram as nove primeiras batidas sem nenhuma chance de defesa. Na décima, Mason Mount tirou um pouco demais e acertou a parte de fora da trave. O único da disputa, mas não o único do Chelsea na partida.

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