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Chelsea de Mourinho está longe de ter a defesa intransponível que o caracterizou

Tanto na primeira passagem, quando foi bicampeão inglês, quanto nas últimas duas temporadas, uma certeza você poderia ter: seria difícil vazar o Chelsea. José Mourinho sabe muito bem montar defesas e aprimorou sua técnica em Stamford Bridge, com um sistema muito sólido nos dois primeiros títulos e outro bastante competente no terceiro. Essa época ficou para trás.

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O Chelsea foi para St. James Park, neste sábado, ciente de que a partida seria complicada. Havia perdido os últimos três jogos contra o Newcastle fora de casa e enfrentava um adversário desesperado, que ainda não tinha ganhado na Premier League. A partida acabou empatada por 2 a 2, resultado que não ajudou nenhum dos dois, e apenas serviu para ratificar a posição do clube do norte do país como pedra no sapato do campeão inglês e para manter o desespero do Newcastle.

O que chamou mais a atenção do que a recuperação do Chelsea, que saiu perdendo por 2 a 0, foi a facilidade com a qual o Newcastle construiu essa vantagem. No primeiro gol, Ayozé Pérez teve tempo para dominar a bola entre Ivanovic e Zouma, mirar e acertar o canto de Begovic. No segundo, Wijnaldum apareceu livre dentro da área para cabecear às redes. Isso sem contar outras jogadas do Newcastle que levaram perigo ao goleiro.

O problema não passa tanto pelos nomes, porque apesar de Terry ter perdido espaço para Zouma, o resto da linha defensiva é basicamente a mesma. Nem por Begovic, no lugar do machucado Courtois, porque, com exceções, os gols que leva não são defensáveis. Está em uma fragilidade surpreendente para um time que se acostumou a ser sólido, mas não parece mais tão concentrado quanto antes. E com isso, o Chelsea soma apenas oito pontos nas sete primeiras rodadas da Premier League.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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