Diego Costa deu show de sinceridade sobre seu temperamento e admitiu: “Simeone disse pra usar esse lado”

Diego Costa foi um dos principais assuntos da semana na Inglaterra. O comportamento do atacante no clássico contra o Arsenal, forçando a expulsão de Gabriel Paulista, gerou grande debate sobre a lealdade de suas atitudes dento de campo. Comportamento que o sergipano já demonstra desde antes de sua chegada ao Chelsea, personagem muito controverso também no Atlético de Madrid. As provocações aos Gunners renderam três jogos de suspensão a Diego. Que afirma já ter se transformado: de alguém que sai na briga para ser aquele que tira os adversários do sério. Postura que não parece incomodá-lo, apesar das questões éticas.
VEJA TAMBÉM: Diego Costa leva ao limite a discussão sobre malandragem e deslealdade
“Eu que criei essa imagem, muitas vezes por cabeça quente. No calor do jogo é aquele negócio… (risos) Perdia a cabeça muito fácil, né? Desde pequeno, quando jogava com meu irmão, tinha que ser no mesmo time, porque se jogasse um contra o outro era briga direto”, contou o atacante em entrevista a João Castelo Branco, na ESPN. “Tinha que mudar porque eu via as coisas acontecerem e eu via que na realidade o prejudicado era eu. Não era o clube ou ninguém, era eu. Acho que você tem que ter a humildade o suficiente para melhorar o que você não é bom. Então acho que, a cada ano, vou tentando melhorar sobre isso”.
Diego Costa afirmou que o principal passo da mudança aconteceu no Atlético de Madrid. Lá, passou de provocado a provocador, graças a Diego Simeone, que tinha um comportamento parecido em seus próprios tempos como jogador: “Dentro do clube, o Cholo falava: ‘Você tem que usar esse lado para você provocar eles, não para você cair na provocação deles. Você tem que usar esse lado para estar ganhando por cima’. Hoje em dia eu já aguento muito, hoje em dia muitas vezes tentam me provocar porque sabem do meu temperamento. E eu mudo a situação, provoco eles”.
A fama dentro de campo, contudo, não molda Diego Costa fora de campo. Segundo a reportagem, ele é um dos jogadores mais queridos nos bastidores em Stamford Bridge. É conhecido pela maneira como trata roupeiros, massagistas, seguranças e outros funcionários do clube. A humildade é uma de suas características mais comuns.
VEJA TAMBÉM: Anulação do cartão de Gabriel Paulista é justa, mas abre precedente delicado
“Você vê muitas pessoas de bonzinho, de bom moço, você faz uma imagem totalmente diferente. E logo por trás é uma pessoa totalmente… Então eu prefiro ser assim e, pessoalmente, veem a pessoa que eu sou realmente. Na verdade, eu falo com todo mundo no Chelsea sem saber falar. É uma coisa, assim, que até os caras ficam zoando comigo. Sem saber falar uma palavra eu fico assim. Mas acho que, com um olhar ou com um sorriso, você já está falando com a pessoa”, admitiu o sergipano.
Só que Diego Costa promete não mudar sua intensidade. Apesar do momento em que é questionado, ele diz que o seu estilo faz parte de sua essência: “Eu não mudei totalmente, né? (risos). Vou estar ali sempre lutando, sempre vivendo o futebol naquela intensidade, naquela maneira dentro de campo. Tentar ganhar naquela vibração, naquele amor. É uma coisa que sempre vai existir dentro em mim. Então esse lado, não brigão, mas lutador, não vai sair”.
E o melhor ficou para o final, quando foi perguntado sobre o número de cartões que tomou em seu primeiro ano no Chelsea: “Foram oito cartões na temporada passada, só amarelos”. Qual a meta para esta temporada? “Sete, né? Eu vou de pouquinho (risos)”.



