Balanço da temporada

Com o devido pedido de desculpas pelo imperdoável atraso, aí vai o final da retrospectiva da temporada passada, com Sunderland, Spurs e os Ws. A partir da semana que vem, voltamos sem atrasos.
Aqui, as duas primeiras partes do balanço: 2a parte.
Sunderland
Colocação final: 10º (previsão Trivela: 11º)
Técnico: Steve Bruce
Maior vitória: Chelsea 0x3 Sunderland (14/11)?
Maior derrota: Man City 5x 0 Sunderland (3/4)?
Principal jogador: Asamoah Gyan
Decepção: ?Stéphane Sessègnon
Artilheiro: Asamoah Gyan (10 gols)??
Nota da temporada: 6
Não é que o Sunderland tenha feito um começo de temporada brilhante, mas não se pode ignorar que até 22/01 os Black Cats só tinham perdido quatro vezes. E que a partir daí perderam dez, sendo que entre 1/2 e 16/4 foram nove partidas com um ponto somado. O que mudou de um período para outro é evidente: Darren Bent mudou de endereço, para Birmingham.
O resultado é que o time, que em 14/11 chegou ao sexto lugar depois da histórica vitória sobre o Chelsea em Stamford Bridge, chegou à 33a rodada em 15o. Não é só a saída daquele que era o artilheiro do time, com 8 gols. Após a saída de Bent, Gyan, que marcara 7 até ali, marcou só 3, e Welbeck, que tinha 6, não marcou mais. O time que Steve Bruce concebeu se desmontou, e só voltou a se encontrar nas cinco últimas rodadas, quando venceu três – embora tenha perdido duas.
Tottenham Hotspur
Colocação final: 5º (previsão Trivela: 8º)
Técnico: Harry Redknapp
Maior vitória: Tottenham 4×2 B’burn (13/11)?
Maior derrota: Bolton 4×2 Tottenham (6/11)?
Competição continental: Eliminado nas quartas de final da LC
Principal jogador: Rafael van der Vaart (M, Holanda)?
Decepção: Peter Crouch
Artilheiro: Van der Vaart (13 gols)??
Nota da temporada: 7
Tudo ia bem para o Tottenham até 12/2. Ou, mais precisamente, até 15/2, quando os Spurs conseguiram a histórica vitória diante do Milan em San Siro. Até ali os londrinos eram quartos colocados, só tinham perdido uma partida desde novembro e mesmo os empates não eram muito numerosos. Para completar, no final de novembro foi quebrado o longo jejum de vitórias contra o arquirival Arsenal com uma vitória por 3 a 2 na casa do rival. Depois da vitória no San Siro, entretanto, o negócio desandou.
Evidentemente com a cabeça em outro lugar, os Spurs até perderam pouco, três vezes, sendo duas delas para times que acabaram à sua frente na tabela, e na casa dos adversários. O problema foram os empates: seis, cinco deles com times que chegaram à última rodada brigando para não cair – com West Brom e Blackpool, ainda pior, em casa. Na antepenúltima rodada, a derrota para o Man City em casa só sacramentou o que já estava escrito: em 2011/12 não haverá Real Madrid nem Barcelona em White Hart Lane – a não ser que um dos dois caia para a Liga Europa.
Que a temporada foi boa, não resta dúvida, mas principalmente pela Liga dos Campeões. Ninguém esperava um Tottenham 100% focado na Premier League, mas a incompetência dos rivais deu aos Spurs numerosas oportunidades de chegar ao quarto posto. E não há quem possa justificar empatar em casa com times que não somaram 20 pontos fora de seus domínios. É natural, portanto, que se questione o trabalho do treinador. O que direção e torcida esperam que não aconteça é mais uma temporada de altos e baixos como a última.
West Bromwich Albion
Colocação final: 11º (previsão Trivela: 17º)
Técnico: Roy Hodgson
Maior vitória: Everton 1×4 West Brom (27/11)?
Maior derrota: Chelsea 6×0 West Brom (14/8)?
Principal jogador: Peter Odemwingie (A, Nigéria)?
Decepção: Carlos Vela
Artilheiro: Odemwingie (15 gols)??
Nota da temporada: 7
Quando Roy Hodgson foi apontado como novo técnico do West Brom, em 11 de fevereiro, os Baggies vinham de 13 derrotas em 18 jogos, e eram nome certo na lista do rebaixamento. O time que funcionara sob Roberto di Matteo na Segundona até ganhava alguns jogos improváveis, como a vitória por 4 a 1 em cima do Everton em Liverpool, mas não conseeguia os pontos necessários para se tranquilizar na Premier League. Não que a chegada do ex-técnico do Liverpool tivesse sido vista pela maioria como a salvação da lavoura – apostava-se que ele demoraria para arrumar o time, e que não daria tempo. Mas foi.
Depois de Hodgson perdeu só duas vezes, uma delas para o Chelsea, e ganhou de Liverpool, Aston Villa e Everton para garantir não só uma permanência, mas também um 11o lugar que parecia improvável. Nas costas dos muitos gols de Odemwingie, a contratação da temporada na Inglaterra – ¼ do preço e mais gols que Chicharito –, sobrou fôlego para os Baggies se garantirem na Premier League por mais um ano, repetindo 2005. O desafio agora é não cair neste ano, como tem acontecido quase sempre na história recente.
West Ham United
Colocação final: 20º (previsão Trivela: 14º)
Técnico: Avram Grant
Maior vitória: West Ham 3×0 Stoke (5/3)?
Maior derrota: Newcastle 5×0 West Ham(5/1)?
Principal jogador: Scott Parker (MC, Inglaterra)?
Decepção: Wayne Bridge
Artilheiro: Demba Ba (7 gols)??
Nota da temporada: 3
O West Ham certamente não era o pior time da Premier League na temporada passada. Basta citar Scott Parker e Carlton Cole, o primeiro considerado por muitos como o melhor jogador do campeonato, e o segundo com chamadas frequentes para a seleção inglesa. Isso para não falar em Hitzlsperger, Behrami, Ba, jogadores que, sob um comando minimamente decente, poderia ter buscado muito mais do que simplesmente evitar a queda. Mas nem isso conseguiram.
Avram Grant consegue, portanto, ser rebaixado por dois anos consecutivos com times bons. Na temporada anterior, havia a desculpa da crise – além da boa participação na FA Cup. Nesta não há o que dizer. É evidente que, for a o compadrio de Roman Abramovich, o israelense nada tem a oferecer. O West Ham não teve padrão de jogo, não teve conjunto e não teve regularidade. Pior: não teve o com senso de chutar logo seu técnico. E agora amargará mais um ano na Segundona, além de provavelmente perder seus melhores jogadores.
Wigan
Colocação final: 16º (previsão Trivela: 19º)
Técnico: Roberto Martínez
Maior vitória: Wigan 3×1 Blackpool(16/4)?
Maior derrota: Wigan 0x6 Chelsea (21/8)?
Principal jogador: Charles N’Zogbia (M, França)?
Decepção: Mauro Boselli
Artilheiro: N’Zogbia; Hugo Rodallega (9 gols)??
Nota da temporada: 6
O Wigan escapou espetacularmente do rebaixamento na última rodada, muito mais porque seus rivais na briga tinham adversários complicados do que por méritos. Embora tenha feito boas partidas, principalmente no lado ofensivo, a equipe demorou a dar pinta de que poderia se safar da queda. Três vitórias e dois empates nos últimos jogos, entretanto, fizeram a mágica, e a equipe de Roberto Martínez permanecerá na Premier League, onde está desde 2005.
Não há muito o que encontrar nesse time além do interessante tranalho de Martínez. Nãos e pode dizer que Rodallega um dos artilheiros da equipe, tenha obtido qualquer destaque na temporada. N’Zogbia, sim, fez boa temporada, e deve começar a próxima longe dali. Não que haja qualquer torcida para sentir sua falta – a cidade é muito mais ligada no time de rúgbi do que no de futebol. E assim continuará sendo na próxima temporada, esteja em que divisão estiver.
Wolverhampton Wanderers
Colocação final: 17º (previsão Trivela: 18º)
Técnico: Mick McCarthy
Maior vitória: Wolves 4x B’Pool (26/2)?
Maior derrota: 0x3 (4 vezes)?
Principal jogador: Steven Fletcher (A, Escócia)?
Decepção: Steven Mouyokolo
Artilheiro: Fletcher (10 gols)??
Nota da temporada: 6
Os Wolves chegam oa final da temporada tendo conseguido o que queriam: ficar na primeira divisão. E podem somar a esta boa notícia o bom desempenho de seus dois principais reforços, Steven Fletcher e Stephen Hunt. Os gols do escocês pelo menos foram fundamentais para salvar a equipe da queda, o que só aconteceu na última rodada, e com uma boa ajuda da sorte.
Quem também esteve bem na temporada foi Sylvain Ebanks Blake, vice-artilheiro do time e um dos principais assistentes. Se não se destacou no marcador, Kevin Doyle dessa vez se destacou servindo os companheiros. Uma séria de 11 jogos no começo da temporada em que marcou apenas 4 pontos selou a sorte da equipe, não resta dúvida. O resto do ano, entretanto, não teve momentos espetaculares, e só na antepen´¨ltima e na penúltima rodadas os Wolves conseguiram vencer duas partidas seguidas. Ficaram na Premier League, e é o que basta.



