‘É loucura conseguir R$ 350 milhões por ele’: Emery exalta sucesso do Aston Villa no mercado
Treinador espanhol se mostrou impressionado com movimentos precisos dos Villans nesta janela de transferências
Para não desrespeitar o fair play financeiro, o Aston Villa tem adotado o perfil de clube vendedor nas últimas temporadas. Mesmo com a debandada de jogadores importantes anualmente, Unai Emery exaltou o sucesso dos Villans no mercado e a capacidade de reformular o elenco sem perder a competitividade.
Em coletiva nesta sexta-feira (28), o técnico espanhol foi perguntado sobre a a ida de Ollie Watkins para o Al-Hilal. Na goleada do Brighton por 4 a 0 do último final de semana, o centroavante inglês se recusou a entrar em campo pelo Aston Villa para forçar a transferência para a Arábia Saudita, o que irritou Emery.
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Após fazer as pazes com o treinador, Watkins teve sua saída selada para em um negócio de 50 milhões de libras fixas (cerca de R$ 353,8 milhões), mais pequenos bônus. E por mais que o atacante de 30 anos seja o maior artilheiro dos Villans na história da Premier League, o comandante espanhol defende que era impossível recusar a proposta saudita.
— Tomamos algumas decisões porque são boas para o clube. Tentamos competir da melhor forma possível. A decisão que tomamos sobre como desenvolver alguns jogadores e como podemos vender outros é totalmente correta — começou Unai Emery.
A incessante reconstrução do Aston Villa com Unai Emery
Campeão inédito da Liga Europa em 2025/26, o Aston Villa perdeu metade de seu time titular. Além do goleador inglês, nomes como Youri Tielemans (Manchester United); Lucas Digne (PSG); Morgan Rogers (Chelsea); e Ezri Konsa (Arsenal) já foram embora. Dibu Martínez também tem acordo para se juntar aos Blues, restando apenas o anúncio oficial.
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— Com Youri Tielemans e Lucas Digne, havia uma cláusula (de rescisão). Já com Watkins, Emiliano Martinez e Ezri Konsa, é uma loucura, com 30 anos, podermos conseguir 50 milhões de libras — reconheceu o técnico espanhol;
Por outro lado, os Villans se reforçaram com Johan Manzambi; João Gomes; Zion Suzuki; Matteo Ruggeri; Modou Keba Cissé; e Leon Goretzka (todos em definitivo); além dos emprestados Alejandro Garnacho e Aaron Wan-Bissaka. Na mesma entrevista, o técnico espanhol confirmou que Nicolas Jackson é esperado no Villa Park.
Segundo o portal “The Athletic”, o atacante do Chelsea pode custar até 65 milhões de libras (em torno de R$ 459 milhões). Por mais que venha de duas temporadas em baixa em Stamford Bridge e no Bayern de Munique, o senegalês de 25 anos se encaixa à filosofia de jogo de Emery e tem o perfil jovem com potencial de evolução e revenda.
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Além de Jackson, o Aston Villa encaminhou a compra de Ibrahim Mbaye por 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 332,3 milhões). Antigo alvo do Liverpool, o ponta senegalês de 18 anos não estava nos planos de Luis Enrique nos Parisienses, mas era monitorado há bastante tempo pelo clube de Birmingham, justamente por seu teto de desenvolvimento a longo prazo.
O treinador dos Villans admite que não queria ser conhecido por ser um clube vendedor, mas é preciso aceitar esse título porque “os jogadores queriam sair” e, para a diretoria, “era um bom negócio”. É preciso tempo para entrosar as novidades, mas o espanhol tem provado desde novembro de 2022 que é capaz de reinventar o Aston Villa, que sonha em igualar o 4º lugar do último campeonato.