Inglaterra

Adebayor conta como foi fácil agitar uma pelada em Togo para se manter em forma

Emmanuel Adebayor passou por um período da sua carreira que pode muito bem ser chamado de exílio, ou retiro espiritual, ou simplesmente cinco meses em que ficou sem jogar porque rescindiu seu contrato com o Tottenham duas semanas depois do fechamento da janela de transferências.

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O alto salário do jogador afastou pretendentes, e tanto ele quanto o Tottenham esperaram até o último instante para tentar um bom acordo financeiro. Como ninguém entrou nessa roubada, as duas partes se separaram na metade de setembro. Adebayor teve que esperar até janeiro para encontrar um novo clube.

Começou muito bem a passagem pelo Crystal Palace dizendo que precisaria entrar no Google para descobrir mais sobre os Eagles, apesar de eles serem o terceiro clube que Adebayor defende em Londres. Mas, de qualquer maneira, o togolês voltou à ativa, na última terça-feira, com 17 minutos de Premier League na derrota por 2 a 1 para o Bournemouth, seus primeiros desde o começo de maio.

Ele até começou como titular na última temporada, mas caiu em desgraça a partir da 11ª rodada do Campeonato Inglês. A partir de novembro, somou apenas 46 minutos de primeira divisão inglesa. No total, no decorrer de todo o ano de 2015, jogou 130 minutos, contando duas partidas de copa. Muito pouca atividade, o que pode ser crucial para um jogador de 31 anos, mas Adebayor deu um jeitinho para se manter em forma.

“Eu estava na África, onde é muito fácil achar um jogo”, disse. “Eu apenas ligava para alguns dos meus amigos e dizia: ‘eu preciso jogar bola esta tarde’, e um jogo era organizado. Era uma partida de verdade, com jogadores de verdade, que jogam como profissionais. Eu talvez não tenha jogado pela Premier League por um tempo, mas, quando cheguei, ninguém poderia dizer que eu parecia alguém que não jogava há sete meses”.

Muito mais simples que agitar aquele society toda semana.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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