Acertos do Manchester United no mercado quebram paradigma e abrem espaço para novos reforços
Após tantas contratações decepcionantes, Red Devils souberam investir seu dinheiro no mercado e colhem frutos em campo
Entre 2021 e 2025, nenhum outro clube investiu mais do que o Manchester United em reforços. Segundo relatório da Uefa, o gasto líquido dos Red Devils foi de 794 milhões de euros (cerca de R$ 4,8 bilhões na cotação atual). Contudo, nem todas as transferências renderam o esperado em Old Trafford.
Nesse período, nomes como Antony, Jadon Sancho, Rasmus Hojlund e Mason Mount ficaram entre as contratações mais caras da história do Manchester United, porém, não conseguiram transformar o investimento em boas atuações. Não à toa, apenas o meia inglês segue no elenco, mas como reserva.
Apesar da sequência de negócios ruins, os Red Devils parecem ter aprendido com os erros em 2025/26, já que a atuação no mercado de pré-temporada tem rendido frutos nos últimos meses, com o interino Michael Carrick na briga pelo G4 da Premier League com uma campanha sólida.
E muito disso passa por quatro nomes que se juntaram recentemente ao Manchester United: Matheus Cunha, Bryan Mbeumo, Benjamin Sesko e Senne Lammens.
O impacto de Cunha, Mbeumo, Sesko e Lammens
| Jogador contratado | Valor da transferência |
|---|---|
| Matheus Cunha (ex-Wolverhampton) | 62,5 milhões de libras (cerca de R$ 472,8 milhões em junho) |
| Bryan Mbeumo (ex-Brentford) | 71 milhões de libras (em torno de R$ 531,4 milhões em julho) |
| Benjamin Sesko (ex-RB Leipzig) | 85 milhões de euros (aproximadamente R$ 570 milhões em agosto) |
| Senne Lammens (ex-Royal Antwerp) | 25 milhões de euros (cerca de R$ 158 milhões em setembro) |
| Valor total investido: | Em torno de R$ 1,7 bilhão |
Mais uma vez, os Red Devils planejaram sua temporada pautada por uma reformulação no sistema ofensivo. Além de um centroavante promissor da Bundesliga, o time então comandado por Rúben Amorim priorizou a chegada de dois destaques com experiência na liga inglesa.
Cunha e Mbeumo não precisaram de muito tempo para causar impacto no Manchester United. Sesko, por sua vez, sofreu com sua adaptação à Premier League e foi criticado por parte da imprensa e da torcida — agora, tem arrancado elogios com o técnico inglês.
A importância do trio pode ser vista em números, pois juntos eles marcaram 23 gols na Premier League. Com exceção das assistências entre si, Matheus Cunha, Bryan Mbeumo e Benjamin Sesko já serviram os demais companheiros em três oportunidades que terminaram com a bola no fundo da rede no campeonato.

Ou seja, as 26 participações diretas em gols representam 52% dos tentos marcados pelo Manchester United na Premier League (50). Os três custaram caro aos cofres dos Red Devils, porém, têm se pagado dentro de campo.
O mesmo pode ser dito sobre o goleiro belga, que chegou com status de aposta para resolver a insegurança deixada por André Onana e Altay Bayindir. Lammens virou o dono da posição incontestável em poucos meses, com intervenções cruciais embaixo das traves.
Senne Lammens pelo Manchester United segundo o SofaScore
- 23 jogos
- 5 partidas sem levar gols
- 33 gols sofridos
- Média de 2,3 defesas por jogo na Premier League
- 3,28 gols defendidos na Premier League
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As pendências do Manchester United para o futuro

Como o ataque e o gol já não são mais necessidades, os Red Devils podem focar em uma clara carência para 2026/27: um volante. Casemiro está em final de contrato e já comunicou que não irá renovar. O brasileiro se consolidou como um dos pilares do meio-campo do Manchester United.
Nomes como Carlos Baleba (Brighton), Adam Wharton (Crystal Palace) e Elliot Anderson (Nottingham Forest) já foram especulados nos Red Devils, que desejam anunciar um sucesso para Casemiro o mais rápido possível.
A depender da quantia que será disponibilizada para a chegada de um volante, os Red Devils também deveriam olhar com carinho para novas opções para as laterais, que têm convivido com altos e baixos há anos
A condição física inconstante de Luke Shaw é um problema antigo, enquanto Patrick Dorgu tem crescido de produção no lado esquerdo em 2026. Já na direita, Diogo Dalot ainda atrai desconfiança, enquanto Noussair Mazraoui tem oscilado nesta temporada.



