InglaterraMundo

Seis dos 10 maiores contratos esportivos do futebol mundial são da Adidas

A Adidas pagou caro para ter o Manchester United entre os seus clubes patrocinados, tirando os diabos vermelhos da Nike. Antes, já tinha feito um contrato alto com a Juventus, que também é da Nike, e passará a ser da marca alemã em 2016. Com esses dois contratos, a Adidas tornou-se dominante entre os maiores contratos de marcas esportivas no futebol mundial. Seis dos 10 maiores contratos são da Adidas, sendo que lidera a lista com os dois maiores da lista, Manchester United e Real Madrid.

O clube inglês tem algumas cláusulas importantes no seu contrato associadas a desempenho que podem aumentar ou diminuir o contrato. Fora da Liga dos Campeões nesta temporada pela primeira vez desde 1995, o clube tem um contrato de US$ 100 milhões anuais com a Adidas a partir da temporada 2015/16. Se ficar dois anos consecutivos sem disputar a principal competição europeia, o valor cai 30%. Com bom desempenho em todas as competições, o time pode aumentar o valor recebido. E mais: se o time for rebaixado, a Adidas pode terminar o contrato com aviso de antecedência de 12 meses.

Maiores contratos de patrocínio esportivo do futebol, em valores anuais:

  1. Manchester United – Adidas: US$ 100 milhões

  2. Real Madrid – Adidas: US$ 49 milhões

  3. Arsenal – Puma: US$ 45 milhões

  4. Barcelona – Nike: US$ 43 milhões

  5. Liverpool – Warrior: US$ 40 milhões

  6. Chelsea – Adidas: US$ 32 milhões

  7. Juventus – Adidas (a partir de 2016): US$ 30 milhões

  8. Bayern de Munique – Adidas: US$ 29 milhões

  9. Manchester City – Nike: US$ 19 milhões

  10. Milan – Adidas: US$ 19 milhões

A estratégia da Adidas no mercado esportivo de futebol sempre foi ter mais clubes que a Nike. A empresa americana entrou forte no futebol nos anos 1990 e foi, aos poucos, tomando alguns dos maiores clubes do mundo das concorrentes. Em todos os grandes campeonatos, ao menos um dos times importantes passou a ser Nike. Na Itália, Juventus e Internazionale. Na Espanha, Barcelona. Na Inglaterra, Manchester United e Arsenal. O alemão Borussia Dortmund, campeão europeu em 1997, vestia Nike na época.

A estratégia de consolidar a Nike como uma marca de futebol era uma estratégia da empresa desde o início e por isso escolheu entrar em clubes grandes para fazer isso no principal mercado em receitas, o europeu. Com a Nike liderando o faturamento no futebol, a estratégia parece ser mais cautelosa e Manchester United e Arsenal, dois dos clubes fortes que a Nike tinha, já mudaram de patrocinador (o primeiro a partir da próxima temporada e o segundo já a partir desta). A Nike continuou tirando seleções importantes da Adidas, como foi com a França, mas também passou a patrocinar times nem tão gigantes assim, como o Verona, na Itália, ou o Everton, na Inglaterra (na temporada passada, agora os Toffees voltaram a ser Umbro). Na Espanha, a Real Sociedad e o Athletic Bilbao são da Nike.

Numericamente, a Adidas sempre foi dominante no mercado, patrocinando muito mais times em muitos níveis diferentes, desde países menores até ligas menores de países importantes. Falamos sobre isso no especial de camisas de futebol que fizemos por aqui, porque o negócio vai muito além de fabricar material esportivo.

Manchester united usa força de mercado para manter-se forte em ano de baixa

O Manchester United também tem o maior patrocínio de camisa do mundo com a Chevrolet, com valor de US$ 80 milhões anuais. O Barcelona, que recebe US$ 45 milhões por ano da Qatar Airways, é o segundo na lista, seguido por Bayern de Munique com a Deutsche Telekom (US$ 40 milhões), Real Madrid com a Fly Emirates (US$ 39 milhões) e o Liverpool com a Standard Chartered (US$ 31 milhões).

Como se não bastasse esse enorme poder financeiro, os Glazers, donos do clube, pretendem vender 5% das ações do clube na bola de valores de Nova York e pretendem, com isso, injetar US$ 150 milhões na operação do clube. O objetivo é dar poder de fogo ao time no mercado, podendo gastar mais em um ano que não terá as receitas da Liga dos Campeões.

Com tudo isso, a Adidas e o Manchester United parecem ter feito um casamento perfeito para o momento: a Adidas volta a patrocinar um dos maiores clubes do mundo, tirando da Nike, ao mesmo tempo que o Manchester United consegue capitalizar mesmo em um momento de baixa.

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo