PSV repudia torcedores que humilhavam pedintes em Madri e promete punições

Durante a última terça-feira, um grupo de torcedores do PSV participou de uma cena deplorável na Espanha, antes do confronto com o Atlético de Madrid, pela Liga dos Campeões. Reunidos em um bar, os holandeses atiravam moedas e humilhavam imigrantes romenas que pediam esmola na capital espanhola. Tratavam seres humanos passando necessidades como se fossem pombos atrás de pão, e ainda tiravam sarro por isso. Uma imagem que ganha mais peso diante dos debates sobre fluxo migratório e xenofobia na Europa Ocidental.
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Independente da reação das ciganas, os alvirrubros não viram limites para a imbecilidade que estavam fazendo. Mesmo repreendidos por cidadãos espanhóis, continuaram. E só pararam com a intervenção da polícia. O PSV, todavia, não compactuou com a atitude do grupo. Em nota assinada pelo Executivo Chefe Toon Gerbrands, o clube execrou o incidente e prometeu repreender os indivíduos que forem identificados.
“O PSV testemunhou alguns incidentes desagradáveis no centro de Madrid, a respeito de pedintes romenas. O clube quer enfaticamente deixar claro que se dissocia desses incidentes. Não são os valores morais e as normas éticas que nós adotamos aqui. O PSV fará o seu melhor para rastrear as pessoas que causaram estes incidentes e, se identificá-los, eles responderão pelo transtorno. O clube tomará as medidas apropriadas, as quais podem incluir suspensões do estádio ou punições mais severas. Devemos deixar claro que aqui não há espaço para pessoas como estas”, escreveu Gerbrands.
Para um clube que nasceu a partir da boa relação entre os patrões da Philips e os seus empregados, a resposta do PSV se mostra coerente com a sua história. Valoriza a humanidade das mulheres, ignorada pela “brincadeira” repugnante do grupo de torcedores em Madri. Melhor ressaltar outras atitudes dos alvirrubros, como a do último final de semana, quando o estádio inteiro homenageou o ex-steward que trabalhou por 56 anos no clube e, à beira da morte, desejou um último adeus das arquibancadas.



