[Uma Saga de FM] Capítulo 27: A viagem ao Japão e um vice-campeonato
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Uma Saga de FM conta a trajetória do nosso colunista Gabriel Dudziak no comando do Instituto no Football Manager. Para ver outros capítulos da série, clique aqui.
A primeira metade da temporada 2021/22 nos reservava a disputa do Campeonato Argentino, da Copa Sul-Americana e, claro, do Mundial de Clubes. Como de costume chegaram alguns reforços trazidos em fim de contrato de outros clubes. O mais destacado deles foi o meia Zamora, que joga tanto na esquerda, quanto na direita. O FM diz que ele tem 4 estrelas e meia de potencial. Por outro lado alguns atletas que estavam fazendo hora extra saíram e outros foram boas vendas; casos do atacante Lamanna (vendido por 5 milhões de euros ao Feyernoord) e do volante Caro (que queria sair e que foi para o Villareal por 8 milhões de euros).
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Outras três saídas, porém, foram muito lamentadas… Roncaglia e Tejera, dois dos meus melhores zagueiros, não quiseram renovar, enquanto a diretoria não me deu opção ao vender o ala Verdum Servín que tinha bom potencial.
Assim o time começou a ser escalado com Sergi (de volta à meta), Sarulyte, Valentini e Bogado; Viotti; Pavone, Mastrángelo e Zamora; Sánchez (agora no ataque), Acciari e Reboledo.
- Bom, começamos o Apertura 2021 com uma sequência de quatro vitórias em cinco jogos. Ganhamos do River e do San Martín por 6 a 0, do Belgrano por 5 a 0, do Chacarita Juniors por 5 a 2 e empatamos com o Rosario Central por 2 a 2.
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Veio o primeiro jogo da Copa Sul-Americana, contra o River em casa. Tal qual no torneio nacional goleamos: 5 a 0 com gols de Viotti, Martin, Acciari (duas vezes) e Salinas. De volta ao Apertura ganhamos do Godoy Cruz por 2 a 1 e do Lanús por 5 a 0.
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No confronto de volta da Sul-Americana perdemos do River fora de casa, mas por 4 a 2, de forma que avançamos. Benítez e Salinas marcaram os nossos gols. Emendamos vitórias contra Unión e Racing por 4 a 2 e 4 a 0 respectivamente.
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Devido a não ter boas opções para a zaga no banco de reservas resolvi contratar um jogador contestável, mas que poderia no curto prazo render. Trouxe o zagueiro Francisco Alarcón de 31 anos, que estava sem contrato. Ele passou a ser titular quando alguém do trio titular estava cansado.
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Nas oitavas de final da Copa Sul-Americana nós nem tomamos consciência do Libertad e, mesmo fora de casa, vencemos por 6 a 1, com gols de Martín, Valentini, Capobianco (2 vezes), Martin Luna e Acciari.
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Quem passou a entrar também com constância foram os meninos da base Diego Silvestre (lateral direito que eu adaptei pra ser zagueiro) e Cristian Martín (que já entrou em outros jogos nossos e que fez os gols aí já citados).
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No jogo de volta o Libertad engrossou as coisas, mas mesmo assim vencemos: 2 a 1, graças a gols dos zagueiros Sarulyte e Alarcón. No Apertura estávamos tranquilos e batemos o Newell’s por 4 a 0, o San Lorenzo por 3 a 0 e o Atlético Tucumán por 3 a 2.
- Nas quartas de final da Copa Sul-Americana o emparelhamento nos colocou diante do Peñarol, que dificultou muito a nossa vida no começo de 2021, quando avançamos à final da Libertadores apenas nos pênaltis. Desta vez não tivemos tanta dificuldade. Em casa fizemos 3 a 1 graças a dois gols de Acciari e Mastrángelo. No jogo da volta 5 a 2 com tentos de Martín (2 vezes), Acciari (2 vezes) e Sánchez.
Lembram do Reboledo? Pois é… Que começo de temporada discreto para o jogador mais caro da história do clube…
No Apertura vencemos o Vélez por 4 a 0 e fomos encarar o Colo-Colo nas semifinais da Copa Sul-Americana. Primeiro fora de casa. Em uma partida muito complicada Martín Luna (nosso jovem meia que vez ou outra entra) fez o gol da vitória por 1 a 0. Uma vantagem discreta para o jogo do Chile.
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- De volta à competição nacional batemos o Banfield e o Guillermo Brown por 4 a 0 e nos sagramos uma vez mais campeões! A nona conquista entre Aperturas e Clausuras.
Bom, voltamos à Copa Sul-Americana e mesmo como visitas conquistamos o resultado necessário: 2 a 1 no Colo-Colo graças a Sarulyte e Acciari. Íamos novamente à final. Desta vez contra o Grêmio. O tricolor gaúcho tinha como destaques o atacante Kelvin (aquele do Porto), o meia Tindurim (fez a base no Palmeiras e no Santos) e os carismáticos regens Vítor, Fuska e Mochila.
Primeiro jogo foi no Monumental de Alto Córdoba. Lembram de Alejandro Reboledo? Ele apareceu. Em uma partida muito truncada foi dele o gol da vitória por 1 a 0. Estávamos muito perto do título. Era só garantir um empate.
Na Arena do Grêmio o Instituto entrou com força máxima e infelizmente espírito mínimo. Com preguiça os atletas pareciam achar que tudo estava resolvido. Veio o primeiro gol gremista e nada de reação… Veio o segundo tempo e nem mesmo uma enraivecida palestra no intervalo mudou o panorama. Veio o segundo gol do Grêmio… Veio mais um vice da Sul-Americana. Que maçada…
- A depressão, porém, não podia tomar conta da equipe. Cinco dias depois a equipe embarcou para o Japão. Em Yokohama íamos enfrentar o Monterrey e, se passássemos, o vencedor de Al-Ittihad e Liverpool.
Diante dos mexicanos o Instituto voltou a ser o Instituto. Inapeláveis 4 a 0 com gols de Reboledo, Zamora, um contra e um de Benítez. Do outro lado adivinhem…. Deu Liverpool.
Era o jogo de nossas vidas. A diferença de qualidade era grande, mas não tanto quanto poderia se imaginar. Como no meu save a Liga Inglesa não foi carregada, os Reds não tinham lá um timaço e nem possuíam recursos para contratar estrelas do futebol mundial. Os maiores talentos estavam no ataque, que possuía Luis Suárez e André Ayew.
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Eu estava convencido de que iríamos levar gols, mas de que tínhamos grandes chances de fazer algum também. A partida começou com o Liverpool melhor. Chutes de longa distância obrigavam Sergi a prender a respiração, mas nenhum deles chegava perto. Quando tivemos chances foi com Reboledo, que errou o alvo. A posse era dos Reds. As faltas eram do Instituto. Escanteios pra cá, escanteios pra lá e nada de gols. No segundo tempo o mesmo cenário, com predomínio do Liverpool e poucas chances para nós. Final? 0 a 0.
Prorrogação! Nervosismo à toda, o cenário dos outros dois tempos. Todos exaustos! Os meus e os deles! Apenas era pra ser… Pênaltis!
O velho dilema. Colocar os melhores ou deixar o computador escolher? Os melhores ou a sorte? Sempre é sorte nesse jogo… E dessa vez foi. Acertamos os cinco. Eles erraram um…
O Instituto era campeão mundial!






