[Uma Saga de FM] Capítulo 25: O nosso salvador
Uma Saga de FM conta a trajetória do nosso colunista Gabriel Dudziak no comando do Instituto no Football Manager. Para ver outros capítulos da série, clique aqui.
O semestre perdido na primeira metade de 2020 escancarava a necessidade de mudarmos outra vez. Além de adições ao staff como preparadores e auxiliares mais capacitados, – de acordo com a estatura que alcançamos – era necessário mudar a forma de o time atuar. Era preciso ser mais consistente. Era necessário mais qualidade. Fomos atrás de um jogador específico:
Alejandro Reboledo.
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Aos 23 anos o atacante argentino nascido em Granadero Baigorria já tinha no currículo um título do Mundial Sub-20, um rebaixamento com o Rosario Central e uma passagem rápida pelo Corinthians por empréstimo. A bem da verdade procurávamos ele há algumas temporadas, mas apenas nesta conseguimos o dinheiro necessário. A oferta? 7,5 milhões de euros mais o passe do nosso meia Miguel Valencia. O salário? Se tornou o maior do elenco. Valia o investimento. Foi nossa principal aquisição no mercado, que também contou com a chegada de José Ortigoza (aquele ex-Cruzeiro e Palmeiras) e do jovem ala direito Matias Salinas.
Bom, mas já tínhamos Leandro Acciari como nosso centroavante. Como proceder com Reboledo? Mudando o esquema!
Três zagueiros, um volante, dois alas, um meia armador, um ponta aberto pela esquerda, um centroavante e um segundo atacante ao lado dele.
- No início da temporada 2020/21, porém, Reboledo chegou em marcha lenta. Desempenhos muito discretos deixaram nosso novo atleta no banco de reservas nas vitórias por 4 a 2 contra o Lanús, 4 a 0 contra o San Lorenzo e no empate por 1 a 1 com o Colón.
O time estava escalado com Sergi; Bogado, Sarulyte, Valentini; Caro (Pavone), Viotti e Sánchez; Mastrángelo; Acciari, Rabello e Capobianco.
- Na oscilação natural do início de um novo esquema, vencemos o Arsenal por 4 a 0, perdemos para o Vélez por 3 a 0 e batemos o All Boys por 1 a 0.
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Veio a estreia na Copa Sul-Americana, justamente contra nossos grandes rivais; o Belgrano. Um gol contra e dois de Acciari garantiram um merecido triunfo por 3 a 1.
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De volta ao Argentino, tomamos um 3 a 1 do River Plate, mas vencemos o Racing por 2 a 1 graças a um gol de Reboledo, que veio do banco pra marcar! Foi o primeiro dele com a camisa 10 do Instituto.
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No confronto da volta contra o Belgrano nova vitória, desta vez por 2 a 0 com gols do jovem Cristian Martín (fruto das nossas categorias de base) e de Mastrángelo.
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No Apertura, Reboledo ganhou a titularidade e passou a formar uma dupla muito perigosa com Acciari. Fizemos 3 a 1 no Atlético Tucumán, emendamos um 4 a 0 no Rosário Central e retornamos à disputa da Sul-Americana em boa fase.
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Diante do Peñarol, no entanto, foi necessário Facundo Ferreyra sair do exílio dos reservas para determinar o empate por 1 a 1 no Estádio Centenário. Na volta, porém, emendamos um inapelável 5 a 1 com três gols de Sánchez, um de Reboledo e um de Acciari.
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No Apertura vencemos o Atlético Rafaela por 1 a 0, o Estudiantes por 1 a 0 e o Chacarita Juniors também por 1 a 0. Voltamos à Sul-Americana contra o Boca Juniors. Em casa o primeiro jogo das quartas de final terminou com vitória do Instituto: 2 a 1 com gols de Sánchez e Mastrángelo. Na volta porém….
- Foi um jogo irreconhecível. O Boca abriu 2 a 0 logo no começo da partida e nós fomos tentar buscar. Pressão, pressão, pressão, erros, erros e erros. Reboledo ainda marcou, mas eles fizeram o terceiro. 3 a 1 e Instituto fora outra vez…
Ao menos tínhamos o Argentino e fomos à forra justamente contra o Boca. Depois de bater o Godoy Cruz por 2 a 1, emendamos um 4 a 0 contra os xeneizes graças a Reboledo (2x), Sánchez e Capobianco.
Depois caiu o Belgrano por 4 a 0 e na sequência o Independiente por 3 a 1. Contra o Newells nova vitória e mais um título! Foi o quinto do Apertura, o oitavo no total.
O time melhorou e agora a Libertadores parece mais palpável!
E o Uruguai?
Bom, se vocês bem se lembram em 2018 Santiago Milasevan foi vice-campeão mundial com o Chile e logo depois foi convidado para assumir a seleção uruguaia. Ainda estavam lá Cavani, Suárez, Lodeiro, Gastón Ramirez e outros, mas nosso início não foi dos melhores.
Na Copa América de 2019, por exemplo, caímos nos pênaltis para a Colômbia nas semifinais, mesmo sendo favoritos no confronto. Foi, no entanto, um início de trabalho de um time que teve esta cara naquele ano:
Muslera; Godin, Coates e Polenta; Aguirregaray, Arsimendi e Gastón Ramírez (Álvaro Pereira); Mastrángelo (Viudez); Suarez, Cavani e Lamanna
Já em 2020 o desafio foi a classificação para a Copa do Mundo do Catar. E as coisas não estavam nada boas….
A pressão do time não funcionava. Os jogadores de criação não rendiam. Mesmo assim a qualidade individual ia nos salvando… Éramos quartos nas Eliminatórias e ainda estávamos no pelotão de frente.







