Sagas de FM

Os 12 trabalhos de Hércules, episódio 2: Acertando o pé… Nos outros

Este é o episódio é parte da Saga de FM Os 12 trabalhos de Hércules. Confira todos os episódios aqui.

Por Jirimias*

Posse de bola, muitos chutes para gol, mas péssima pontaria. Essa fórmula explosiva até garantiu uma estreia com vitória contra o Eldense, mas logo os gols começaram a fazer falta, como, por exemplo, na partida que abriu e fechou a participação do Hercules na Copa do Rei. Ser eliminado para um concorrente de divisão dentro de casa só deixou de ser assunto por conta da virada sofrida fora de casa para o llagostera, na segunda rodada da B3. A dependência da equipe pelos gols de Arthuro não parecia ter sido uma boa opção. “Tínhamos a ordem do treinador para achar o Arthuro dentro da área,  e assim fazemos, mas aquilo limitava nossa criatividade e tornamos uma equipe previsível.” – José Luis Miñamo, meio-campo do Hercules.
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Para o terceiro jogo oficial dentro de casa, Nuñes alinhou a equipe numa formação nova: trocou um jogador a frente da defesa por um atrás do ataque , mas a ousadia não saiu do papel. Arthuro e Jésus Berrocal, que substituiu o brasileiro, desperdiçaram as chances que tiveram e o time não saiu do 0 a 0 contra o Sabadell.

“Lógico que é mais fácil dizer que há um problema tático, mas o sistema tático não chuta, o sistema tático não acerta a trave, mas se querem arrumar um culpado, que seja o técnico,não é? – Francisco Nuñes, treinador do Hercules.

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Enquanto brigava com a imprensa, Nuñes ganhava mais preocupações: as lesões. Foram elas que tiraram três titulares dos primeiros dois jogos, e agora fazia novas vítimas: Edgard Ié e Javi Flores.

Com uma zaga reserva, já que Román havia sido expulso na última partida, o Hercules esteve perto de ser surpreendido pelo fraco Sagunto. O gol de Arthuro já nos acréscimos salvou os Gregos de um verdadeiro vexame. Arthuro já começava a ficar famoso por salvar os dias dos torcedores. Foi assim contra o Badalona, fora de casa, em mais uma atuação pífia da equipe de Alicante. Apesar dos gols salvadores, Arthuro tinha sua titularidade ameaçada e a justificativa eram os resultados da equipe quando jogavam para o atacante.

Confesso que estranhei quando o professor disse que me deixaria no banco, eu era o artilheiro da equipe, mas tinha consciência de que o time precisava dar a volta por cima.”

Sem Arthuro no ataque, o Hercules parecia mais leve e fez um dos melhores jogos da temporada. O extremo Nieto deu as duas assistências para os gols de Miñamo e Omgba, além e infernizar a defensiva do Mestalla.

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twV0xgb.png Excesso de vontade

Depois de passar em branco diante do Levante e ser derrotado, o Hércules buscou recuperar-se diante do Gavà. A vitória apertada não refletiu o que foi o jogo, mesmo com a equipe jogando todo o segundo tempo com um jogador a menos: Gabriel Soares. Era notável o excesso de vontade dos jogadores do Hércules, mas as vezes passava um pouco dos limites.  Contra o Alcoyano a revanche depois da eliminação na Copa do Rei ganhou jeito de guerra e depois de superar os visitantes em casa, a perda de Dalmau por expulsão por pouco não custou a perda de pontos. Destaque para Berracal, autor dos gols da vitória por 2-1.

twV0xgb.png O universo conspirava

Chegamos a ocupar a 15º posição, por um momento pensei está em meio a um pesadelo. Rebaixamento! Alguém disse por aí. Aquilo serviu como alerta. Precisávamos acordar.” – Francisco Nuñes, treinador do Hercules.

Apesar da campanha irregular, o Hércules perdia pouco, tinha o mesmo número de derrotas que o líder, Atlético Baleares, adversário da  equipe na rodada 11. Em Palma de Maiorca, o Hercules não tomou conhecimento do líder e goleou: 4-0. É bem verdade, que o Baleares não tinha jeito para a liderança. Enquanto o líder do campeonato não inspirava confiança, o Hercules buscava aproximação. O atacante Berrocal, que chegou ao time antes de Nuñes assumir o comando do Hercules, continuava impressionando e completou a marca de cinco gols em quatro partidas, ajudando o time a conseguir três vitórias e um empate fora de casa contra o Mallorca B.

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twV0xgb.png Uma copa que não estava nos planos

A eliminação na primeira fase da Copa do Rei levou o Hércules a disputar a Copa da Federação da Espanha que reúne os times da terceira e da quarta divisão. Por ser um prêmio de consolação para os eliminados na Copa do Rei, competição não estava nos planos de ninguém no clube.

“ Mais vergonhoso do que disputar a Copa da Federação é não conquistá-la. Temos um histórico de clubes que foram campeões da divisão e da copa no mesmo ano, então pode ser uma boa coincidência. Prefiro olhar assim.” – resumiu Francisco Nuñes.

A disputa da copa também foi a oportunidade de Nuñes testar jogadores que não vinham jogando regularmente. O Hercules estreou contra o CD Vera e não poupou o adversário nas duas partidas: 4 a 0 e 2 a 1. Foi uma grande oportunidade para o jovem Carlos aparecer. Autor de três gols o atacante não imaginava o quanto seria importante naquele momento.

twV0xgb.png A Crônica do triste jogo

O Hercules vinha de uma sequência de seis jogos sem derrota, e tinha pela frente o EU Cornella, que era concorrente direito ao G-4: um jogo de seis pontos. Algo parecia estar errado quando Chema espalmou para trás  um cruzamento despretensioso no primeiro poste e serviu o oportunista Eric Gallego. Todos esperavam  uma reação, mas o tempo passava e o time parecia aceitar o resultado. Antes do fim do primeiro tempo, Berracal, artilheiro da equipe na Segunda División, começou a mancar após uma arrancada. Foi um golpe duro perder o principal atacante por quase dois meses. Arthuro entrou no time, mas pouco fez. Com seis minutos da segunda etapa, Gallego fez o gol que selou a derrota do Hercules. Foi um dia triste tanto pela derrota que nos tirou do G-4, quanto pelo drama do Berrocal.

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twV0xgb.png  Para que serve um time B?

O Hercules ainda não estava nas pontas dos cascos, como muitos esperavam após 1/3 da competição disputada, mas aos poucos a equipe ganhava corpo. Coincidência ou não, o time melhorou em campo quando algumas coisas extra-campo foram resolvidas. A folha salarial recebeu um alívio com a cessão de alguns jogadores para o time B, que com orçamento próprio bancava os salários de David Mains, J. Espinosa e Checa, que juntos tomavam 35 mil da folha salarial. Apesar de serem titulares antes da chegada de Nuñes, os jogadores foram bem substituídos pela dupla brasileira. Gabriel Soares, é o jogador com mais passes certos durante 90 minutos, enquanto Arthuro segue na artilharia do time na temporada.

Falando em artilharia, Nuñes ainda não havia realizado seus planos de tornar sua equipe ofensiva como desejou, por outro lado conta com uma das melhores defesas da competição, algo que não dava orgulho para um treinador que gostava de jogar pra frente.

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*Essa saga é narrada por Jirimias, um veterano membro da área de histórias de FM do FManager Brasil. Com mais de 10 anos de casa e muitos deles dedicados a narrar seus saves, ele é um dos membros mais importantes da área. Essa história e tantas outras são narradas no Profissão: Manager, a área dedicada do FManager Brasil para as pessoas que gostam de compartilhar seus saves de FM e é uma das áreas mais ativas e importantes do fórum. O FManager Brasil está no ar há mais de 12 anos, foi o primeiro fórum/site brasileiro a ser reconhecido como afiliado da Sports Interactive no país e é um dos maiores fóruns de FM do mundo, além de ser a principal referência do jogo em nosso país.

 

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