Plano de Zidane vem à tona: Recusar gigantes antecedeu alinhamento com seleção francesa
Jornal espanhol aponta que ex-técnico do Real Madrid rejeitou investidas de peso enquanto mantinha França como prioridade
A longa espera de Zinédine Zidane por um novo trabalho no banco de reservas parece estar perto do fim — e exatamente no destino que ele sempre tratou como prioridade. Segundo o jornal espanhol “AS”, o ex-técnico do Real Madrid já encaminhou um acordo com a Federação Francesa para assumir a seleção depois da Copa do Mundo de 2026, encerrando um período de mais de quatro anos longe da beira do campo.
Desde sua saída do Real Madrid, em 2021, Zidane conviveu com convites recorrentes e especulações quase permanentes sobre o próximo passo da carreira. O nome do francês foi ligado a alguns dos projetos mais ambiciosos do mercado, mas, de acordo com o periódico espanhol, sua posição permaneceu inalterada: ele só consideraria dois caminhos — voltar ao clube merengue ou assumir a seleção francesa.
Todo o resto, mesmo quando envolvia cifras gigantescas e clubes de elite, ficou em segundo plano. E entre as propostas recusadas nesse período, estiveram investidas do Chelsea, do Paris Saint-Germain e também do futebol saudita, com destaque para uma oferta considerada gigantesca do Al-Hilal.
Nas últimas semanas, inclusive, Zidane teria sido procurado para assumir imediatamente um grande clube, mas respondeu de forma definitiva, sinalizando que seu futuro já estava traçado. O cenário, agora, é de contagem regressiva para um retorno que há muito parecia questão de tempo.
A vida de Zidane pós-Real Madrid
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A escolha de Zidane por esperar não foi casual. Mesmo afastado dos holofotes do dia a dia do futebol, ele nunca saiu totalmente de cena. Nos últimos anos, dedicou boa parte do tempo a acompanhar a trajetória dos filhos no futebol — Luca no Granada, Theo no Córdoba e Elías na equipe juvenil do Real Betis — e manteve relação próxima com o ambiente do Real Madrid, frequentando o Santiago Bernabéu e observando de perto o cenário europeu.
Era um período de aparente distância, mas também de vigilância — como alguém que recusava pressa para não desperdiçar o cargo que realmente queria. E faz sentido que a seleção francesa fosse tratada por ele como destino ideal. Zidane sempre carregou peso simbólico enorme dentro do futebol francês, e sua chegada ao comando dos Bleus teria impacto que vai além da parte tática.
Trata-se de uma figura que combina prestígio, autoridade e identificação nacional, atributos raros mesmo em um país acostumado a produzir grandes nomes.
Essa expectativa também se sustenta no que ele construiu no Real Madrid. Em sua primeira passagem como treinador principal, Zidane liderou o clube a uma era de conquistas históricas, com destaque absoluto para os três títulos consecutivos da Champions League — um feito sem precedentes na era moderna do torneio.
Além da tríplice coroa europeia, também acumulou títulos nacionais e consolidou uma imagem de técnico capaz de gerir estrelas, suportar pressão extrema e vencer em ambientes de cobrança máxima.
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O saldo deixado por Deschamps na seleção francesa
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Se Zidane se aproxima, é porque a era Didier Deschamps se encaminha para o desfecho. Comandante da França desde 2012, o ex-volante já anunciou que deixará o cargo após a Copa do Mundo deste ano, encerrando um dos ciclos mais longos e relevantes da história recente do futebol de seleções.
Sob seu comando, a seleção francesa voltou a se colocar de forma permanente entre as grandes potências do cenário internacional, combinando competitividade, regularidade e capacidade de renovação.
Foi com Deschamps que os Bleus conquistaram a Copa do Mundo de 2018 e voltaram à final do Mundial em 2022, além de chegarem à decisão da Euro de 2016 e manterem presença constante nas fases decisivas dos grandes torneios.
Ao longo de mais de uma década, ele ajudou a moldar diferentes gerações e sustentou a França em nível de elite mesmo em meio a mudanças de elenco, pressões externas e inevitáveis desgastes de ciclo.