França

PSG tem três candidatos bem diferentes para seu próximo técnico: Conte, Löw e Thiago Motta

Com perfis e carreiras bem diferentes, os três foram citados como nomes estudados pela diretoria do PSG por Di Marzio

O Paris Saint-Germain já sabe que quer trocar de técnico, mas ainda estuda quem substituirá Mauricio Pochettino na próxima temporada. Embora o argentino tenha contrato até junho de 2023 e tenha dito que a possibilidade dele e Kylian Mbappé estarem no clube na próxima temporada é de 100%, o esperado é que ele saia. Os nomes para substituí-lo são bem diferentes: Antonio Conte, atualmente no Tottenham; Joachim Löw, ex-seleção da Alemanha; e Thiago Motta, atualmente e que treina o Spezia, na Itália, e foi jogador do clube francês. A informação é do jornalista italiano Gianluca Di Marzio.

A ideia da diretoria do PSG era ter Zinedine Zidane no comando do time, mas o francês tem como objetivo assumir a seleção francesa. Ele é o nome mais cotado para suceder a Didier Deschamps depois da Copa do Mundo de 2022, no fim do ano. Além disso, Zidane é de Marselha e a sua ligação com o PSG é vista como improvável.

Assim, o nome mais forte para substituir Pochettino no momento é Antonio Conte, atualmente no Tottenham. Isso apesar do italiano ter chamado de falsos os relatos que ele estaria negociando com o clube francês, embora não tenha garantido que continuará no clube inglês na próxima temporada. Sua contratação é vista como a mais adequada pela diretoria, dentro dos nomes possíveis.

Conte é um técnico do mais alto nível no futebol europeu. Ele conduziu a Internazionale ao título italiano na temporada 2020/21 e tem feito um bom trabalho no Tottenham. Dos nomes especulados, é quem mais parece capaz de assumir o problema que é treinar no PSG, mas normalmente ele exige não só muitas contratações, o que não deve ser um problema, mas também o comando do vestiário de uma maneira maior do que a média. Ele gosta de ter liberdade para lidar com os jogadores e costuma ser duro nesse sentido, dispensando alguns jogadores que podem ter vínculos longos. É, portanto, o nome se o clube quiser fazer uma reformulação.

Joachim Löw, ex-técnico da Alemanha (Alex Grimm/Getty Images)

Joachim Löw: experiência em seleção, mas não em clube

Outros dois treinadores também são estudados. O primeiro é Joachim Löw, técnico da seleção da Alemanha de 2006 até 2021. Ele deixou o comando da Alemanha após a Eurocopa para dar lugar a Hansi Flick. Aos 62 anos, é um nome com muita experiência, mas que tem poucos trabalhos em clubes até aqui.

Treinou o Stuttgart em duas temporadas, o Fenerbahçe por uma temporada, o Karlsruher também por uma temporada, durou cinco jogos no Adanaspor, na Turquia, e teve suas últimas passagens como técnico de clubes no Tirol (atualmente Wacker Innsbruck), da Áustria, por menos de uma temporada, e no Austria Viena, na temporada 2003/04.

Em 2004, Löw assumiu o cargo de assistente técnico de Jürgen Klinsmann, posto que ocupou até 2006, após a Copa do Mundo, quando assumiu o time como treinador principal. Foram 198 jogos pela seleção alemã e teve a conquista da Copa do Mundo de 2014 como auge do seu trabalho.

Chegou à final da Euro 2008, na semifinal da Copa 2010, na semifinal da Euro 2012 e acabou eliminado na primeira fase na Copa 2018, quando seu trabalho foi fortemente questionado. Na Euro 2020 (jogada em 2021, adiada pela pandemia), foi eliminado nas oitavas de final diante da Inglaterra.

Thiago Motta, do Spezia (Gabriele Maltinti/Getty Images)

Thiago Motta: aposta em um ex-jogador que conhece o clube

O outro nome que a diretoria do PSG cogita para assumir como técnico é do ex-jogador do clube, Thiago Motta, que faz um bom trabalho no Spezia na atual temporada. Ele assumiu o comando da equipe no início desta temporada e tem contrato até junho de 2024.

O time luta contra o rebaixamento e o ítalo-brasileiro tem conseguido manter o clube fora da zona do rebaixamento – atualmente é o 16º com 33 pontos, oito pontos acima da Salernitana, primeiro clube da zona de descenso, a três rodadas do fim. O que significa que o time está muito perto de se salvar, o principal objetivo do clube na temporada.

Thiago Motta atuou pelo PSG de 2012 até 2018, quando decidiu encerrar a carreira de jogador. Foi o clube que mais atuou na carreira, com 231 jogos e 12 gols marcados. Jogou também pelo Barcelona, Atlético de Madrid, Genoa e Internazionale. Nascido em São Bernardo, jogou em divisões de base pelo Brasil, mas decidiu trocar a sua nacionalidade para defender a Itália. Foram 30 jogos com a camisa da seleção italiana, com um gol marcado.

São opções muito diferentes entre si para um clube que não parece saber qual será o caminho a seguir. Independente de qual deles seja escolhido – ou mesmo outro nome que não esteja na lista -, o que o PSG precisa é de uma direção de futebol mais clara, menos contratações midiáticas e mais jogadores que realmente sejam necessidades do time.

O desequilíbrio do elenco é um problema, ainda que a equipe, evidentemente, esteja entre os melhores elencos do futebol europeu. A preocupação de como encaixar muitos jogadores de ataque em relação a um time mais equilibrado foi uma questão e com Conte isso pode ficar ainda mais claro. Se o clube quiser contar com ele, terá que fazer não só algumas contratações, mas muitas dispensas de jogadores também. Resta saber se é isso que a diretoria parisiense quer.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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