França

PSG engasga e perde chance de liderar

O Paris Saint-Germain desperdiçou uma chance de ouro de assumir a liderança da Ligue 1. O cenário era perfeito: o Olympique de Marseille  havia bobeado diante do Lorient (empatou por 1 a 1) e o Lille, mesmo jogando dentro de casa, não seria um dos adversários mais temíveis. De quebra, era a chance de alcançar sua 1000ª vitória em um jogo oficial. Ficou para outra oportunidade.

GALERIA: Um maluco vestido de Homem-Aranha causou no último jogo do City
HOMENAGEM: Que bonita sua roupa! Gandulas no Equador se vestem de Chaves para homenagear Bolaños
SUL-AMERICANA: Bobinas, fogos, festa: Nacional e River fizeram uma final digna da tradição sul-americana

O Lille vinha de uma sequência de dez partidas sem vitórias. Dispostos a acabar com esta péssima série, o LOSC partiu com tudo para cima do PSG. O travessão parou a finalização de Balmont, enquanto Sirigu teve trabalho com as tentativas de Origi e Martin. Parecia um massacre, mas logo se viu que era apenas fogo de palha. Aos poucos, os parisienses tomaram conta das ações.

Mesmo sem ser brilhante, o PSG fez a lógica prevalecer e saiu na frente com Cavani. Só que o time voltou a cometer uma falha que o tem perseguido nesta temporada: a dificuldade de encaixar o segundo gol para se tranquilizar e mostrar ao adversário quem realmente manda. O castigo veio no fim do primeiro tempo, em falha de Sirigu após uma cobrança de escanteio. O empate do Lille reacendeu o jogo.

O PSG acordou no segundo tempo, mas aí teve em Enyeama um paredão dos mais sólidos. Enquanto Lucas e Cavani se esfroçavam no ataque, o meio-campo destoava. Apagado na primeira etapa, muito por conta da marcação implacável de Martin, Thiago Motta saiu um pouco da penumbra nos 45 minutos finais. Já Matuidi apresenta sinais de que precisava de um descanso com urgência.

Ele está em outra rotação, completamente fora de sintonia com seus companheiros de equipe. Isso ajuda a explicar o baixo rendimento do meio-campo do PSG, que não conseguia ter o volume necessário para desarmar com exatidão e preparar jogadas ofensivas. O retorno de Verratti, recuperado de uma lesão e que entrou durante a segunda etapa, deve solucionar este problema.

Com o tropeço do PSG, o Olympique de Marselha respirou aliviado. Com o empate por 1 a 1 diante do Lorient, o OM foi a 35 pontos (um a mais do que os parisienses) e se manteve na liderança da Ligue 1. Os marselheses tiveram motivos para lamentar o resultado fora de casa. O time dominou o rival, mas teve eficiência bem abaixo do esperado. Um problema que compromete o rendimento da equipe como visitante.

Embora tenha a segunda melhor campanha atuando na casa dos rivais, o OM amarga um jejum de quase dois meses sem vencer fora de casa pela Ligue 1 (a última vez foi um triunfo por 2 a 1 sobre o Caen). Contra os Merlus, o relaxamento excessivo após abrir o placar e a falta de tranquilidade nas finalizações que apareceram no fim da partida comprometeram qualquer esperança dos marselheses de voltar com três pontos no bolso.

Assim como nas derrotas para Lyon (1 a 0) e PSG (2 a 0) nos domínios dos adversários, o Olympique exerceu uma forte pressão no campo dos anfitriões. Se até conseguiam dificultar a vida dos rivais e com frequência tomassem a bola, os marselheses tratavam de desperdiçar estas roubadas com um toque de bola pouco produtivo. O estilo Marcelo Bielsa fez muito bem ao time, mas de nada adianta se não houver maior profundidade nestas trocas de passes.

Monaco em êxtase

O Monaco está em posição muito favorável para se classificar às oitavas de final da Liga dos Campeões. Diante de um cenário pouco animador, o time do principado surpreendeu o Bayer Leverkusen na casa do adversário e voltou com uma vitória por 1 a 0.  Triunfo que o deixa em excelentes condições dentro de um dos grupos mais complicados desta edição – e após uma partida contra os líderes da chave.

Na Ligue 1, o ASM apresenta uma cara bastante diferente daquela exibida na Champions. No torneio doméstico, a equipe vinha de três empates seguidos (Reims, Saint-Étienne e Caen) antes do duelo contra o Bayer Leverkusen. O lado curioso do duelo contra  time alemão: foi a primeira vitória como visitante dos monegascos nesta LC, justamente na partida na qual o time menos mereceu sair de campo com três pontos.

Em seus compromissos anteriores nas casas dos adversários (empate sem gols com Zenit St. Petersburgo e derrota por 1 a 0 para o Benfica), o Monaco teve apresentações bastante dignas. Principalmente diante da equipe lisboeta, o ASM fez exibições consistentes, com bom poder de marcação e solidez defensiva. Faltou a eficiência ofensiva, que viria exatamente em um jogo crucial.

O técnico Leonardo Jardim escalou o time com uma formação ultra defensiva para enfrentar o Bayer Leverkusen. Isolado no ataque, Berbatov sofria com a completa ausência de jogadas do Monaco. Só que a eficiência… Os números comprovam: o ASM finalizou apenas quatro vezes. Um chute foi bloqueado, outros dois foram para fora e outro morreu nas redes. Já os donos da casa se esgoelaram com suas 18 finalizações (somente quatro delas na direção do gol monegasco).

O ponto da virada para o Monaco foi a entrada de Ocampos no segundo tempo. O meia argentino começou a partida no banco de reservas, o que ainda não havia acontecido na Liga dos Campeões. Com apenas dois minutos em campo, ele fez o gol da vitória do ASM. E não foi só isso. Seu estilo de jogo, misturando bom ritmo com técnica, foi essencial para domar o ímpeto do Bayer Leverkusen em seus domínios.

Na pior das hipóteses, o Monaco já tem vaga garantida na Liga Europa – o que já estaria de bom tamanho para quem acabar de perder seus principais jogadores e não tinha qualquer perspectiva de repor estas perdas no mesmo nível. Na última rodada, os monegascos recebem o Zenit, com quem trava disputa direta pela vaga. E o ASM ainda pode sonhar com a liderança da chave, caso o Bayer tropece contra o Benfica. Um panorama dos mais animadores.

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo