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O Braga quase não jogou na Liga Europa porque roubaram suas chuteiras no Vélodrome

Todo time que vai para Marselha enfrentar o Olympique tem uma série de preocupações, entre elas o fato de jogar na casa do adversário e, claro, a força de uma equipe que hoje joga empurrada por um público com média superior a 40 mil pessoas. Ter suas chuteiras roubadas, no entanto, não é uma delas. Mas foi exatamente por isso que o Sporting Braga teve que passar nesta quinta-feira, dia do confronto entre as duas equipes pela Liga Europa.

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Conforme a programação estabelecida pela Uefa para as suas competições, o Braga, como visitante, teve direito a fazer um treino de reconhecimento do gramado nesta quarta-feira, véspera da partida. Após a atividade, o elenco português deixou seus equipamentos no estádio, para utilizá-los no jogo desta quinta. Entretanto, quando alguns membros da delegação do Braga foram ao Vélodrome nesta manhã para reunião com representantes da Uefa, as chuteiras dos jogadores haviam desaparecido.

Havia uma preocupação de alguns dos atletas não poderem jogar contra o Marseille, porque não sabiam se todas as marcas que patrocinam os profissionais estariam em Marselha. Segundo o Diário de Notícias, de Portugal, a Uefa então se mobilizou para que as fornecedoras mandassem os novos calçados. A entidade posteriormente informou que os dois times trabalharam em conjunto para providenciar as chuteiras, que vieram de diferentes partes da França, em voos privados.

Uma fonte do Braga revelou ao Diário de Notícias que a polícia científica gaulesa fez uma averiguação no Vélodrome e não encontrou sinais de arrombamento nos vestiários, o que sugere que o roubo foi feito por alguém com acesso às instalações ou, pelo menos, facilitado por alguém envolvido na segurança do estádio.

Com o problema resolvido a tempo, o Braga conseguiu entrar em campo, mas acabou derrotado pelo Olympique por 1 a 0, com gol de N’Koudou ainda no primeiro tempo. Se quiserem encontrar alguma desculpa para a derrota, talvez possam dizer que não houve tempo suficiente para lacear as novas chuteiras e se adaptar a elas.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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