‘Se o Lyon corre risco de rebaixamento, Textor que tem responsabilidade. Não podemos isentá-lo’
Grégory Doucet, prefeito da cidade, se diz aliviado por revogação da sentença e enaltece gestão da sucessora do norte-americano
O prefeito de Lyon, Grégory Doucet, responsabilizou John Textor pela situação difícil enfrentada pelo OL no Campeonato Francês. O clube era comandado pelo empresário até junho deste ano e foi rebaixado à segunda divisão francesa por inadequação ao fair play financeiro.
A decisão foi revogada após recurso, e Doucet teve participação nisso. O político do partido ecologista EELV afirmou ao “L´Équipe” ser apaixonado por futebol. Ele comemorou a manutenção do time na primeira divisão e enalteceu Michele Kang, magnata que substituiu Textor no Lyon.
“Escrevi uma carta de apoio à DNCG (Direção Nacional de Controle e Gestão da Liga de Futebol Profissional da França). Fiz isso após várias conversas com Michele Kang. Rapidamente estabeleci um ótimo relacionamento com ela. Tem boa relação interpessoal. Ao chegar, ela foi ao encontro de todo o ecossistema regional, especialmente o político. Ao contrário de John Textor. No começo, ele não estava interessado na região”, disse o prefeito.
Para evitar o rebaixamento, o Lyon precisou cumprir determinações da DNCG e apresentar inicialmente 100 milhões de euros (645,7 milhões) ao setor de apelações. Além disso, deve provar ter mais 100 milhões de euros como garantia para os próximos anos.
Doucet declarou que as ações de Michele tem sido fundamentais no processo e que confia nela desde o início. O mesmo não foi dito em relação a John Textor.
— Se o clube corre risco de rebaixamento, é seu diretor anterior (Textor) que tem responsabilidade.
Doucet destaca diferenças de gestão entre John Textor e Michele Kang no Lyon
Textor assumiu como acionista do Lyon em 2022, e no ano seguinte passou a ocupar o cargo de presidente no lugar de Jean-Michel Aulas. O mandato do executivo até junho de 2025 foi repleto de críticas à gestão.
Doucet reconheceu que o executivo enfrentou cenário repleto de dúvidas e que os clubes precisaram se reerguer após a pandemia da Covid-19, mas não vê como absolvê-lo da responsabilidade.

“Ele estava à frente do clube, não podemos isentá-lo. Foi ele quem, em última instância, assinou contratos e tomou decisões. Convido vocês a observarem como Michele Kang, desde a liderança no time feminino e, agora, no masculino, explica regularmente as orientações e as tomadas de decisão”, afirmou.


