Ligue 1

Messi: “O vestiário e o corpo técnico pesaram muito para vir para o PSG”

Neymar, Di María, Paredes, Verratti, Pochettino... Ter conhecidos no elenco e comissão técnica foi crucial para Messi escolher Paris

Ainda soa um pouco estranho, mas Lionel Messi foi apresentado pelo PSG nesta quarta-feira, em Paris. A transferência do craque representa uma cisão e é um sinal dos tempos e a chegada do argentino causou furor na capital francesa. O vídeo de apresentação foi, digamos, um tanto cafona com um drone. Ele vestirá a camisa 30, seu primeiro número usado no Barcelona. O 10, seu número no Barcelona, é usado por Neymar no clube francês. Chegou a se especular que ele poderia vestir a camisa 19, que ele também vestiu no clube catalão, mas a camisa está com Pablo Sarabia. Messi escolheu a camisa 30, então.

Messi começou agradecendo ao presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, pelas boas-vindas e também ao diretor de futebol, Leonardo. “Ao chegar aqui, a felicidade é enorme. Com muita vontade, empolgado, quero que isso aconteça rápido, embora esteja aproveitando com as pessoas próximas a mim, mas quero começar a treinar. Mal posso esperar para conhecer meus companheiros, a comissão técnica e esta nova etapa. Quero agradecer ao presidente, Leonardo, e a todo o clube pela forma como me trataram desde que saiu o comunicado do Barcelona”, afirmou o jogador.

“Estou feliz, com vontade, tenho a ilusão intacta de vencer para continuar vencendo. Este é um clube ambicioso e penso que estamos prontos para tentar tudo e esse é o meu objetivo. Seguir crescendo e ganhando e por isso vim para cá. Espero que possamos conseguir. Quero agradecer às pessoas de Paris, foi uma loucura a minha chegada”.

Plantel estrelado

“É uma loucura poder compartilhar o dia a dia com este elenco. Há contratações espetaculares além do que já havia. Vou treinar com os melhores e é lindo”.

Quando será a estreia

“Não sei. Venho de férias. Mais de um mês parado. Ontem eu vi o técnico. Não sei. Terei que fazer uma pré-temporada sozinho, treinar bem e quando estiver preparado, começar a jogar. Tenho muita vontade, mas não posso dizer uma data. Vou treinando e quando o treinador decidir que seja o momento, aqui estaremos, com muita vontade”.

Carinho da torcida

“Estava em Barcelona, sem ter iniciado as conversas. As pessoas saíram sem eu estar viajando. Depois de muito tempo sem nos vermos, vamos aproveitar muito. Espero que seja um ano extraordinário para eles e para nós”.

Ganhar a Champions

“Paris esteve perto de ganhar a Champions, mas é difícil. Há um grupo unido, mas falta um pouco de sorte. Nem sempre ganha o melhor, já aconteceu que às vezes que os melhores não ficaram com a Champions. É uma competição especial e isso a faz tão linda, tão importante. Que todo mundo a quer”.

O peso do vestiário na escolha

“Tenho gente amiga dentro do vestiário. Você fica animado e vê que pode conseguir o que deseja. Tanto Paris como eu buscávamos o mesmo estando separados. Agora, esperamos que possamos conseguir. Além de Ney, Di María, Paredes… Isso pesou muito na escolha de vir para cá”.

“O vestiário e o corpo técnico influenciaram muito na minha decisão de vir. Ser argentino como Pochettino facilita tudo também, falamos e esteve tudo muito bem desde o começo”.

“Espero que minha família possa estar bem e se adaptar rápido. Para mim, é uma experiência nova, mas estou preparado. Tenho companheiros e amigos no vestiário que vão me ajudar. Estou me ilusionado, muito feliz. Tenho gana de ir treinar, jogar, começar”.

Marco Verratti vem demonstrando que é um grande jogador, o queríamos no Barcelona, mas hoje emociona que seja ao contrário, eu chego para jogar com ele. É um fenômeno, também como pessoa. Não só Marco, são os melhores do mundo que estão aqui, espero que possa somar”.

“Tenho amigos. Conheço a maioria deles. Se vê um grupo unido. Isto fez que que eu tenha tomado esta decisão. Também o corpo técnico argentino. Não estava melhor que aqui em nenhum outro lugar. É um elenco que vai lutar pela Champions, que é o objetivo que eu também tenho, que é o objetivo que eu também tenho em nível pessoal. Fazer isso seria extraordinário para todos. Estiveram muito perto e espero que consigamos”, disse Messi, logo depois da coletiva, em entrevista exclusiva à ESPN.

Ligue 1

Acompanhava o campeonato porque tenho amigos no PSG. Seguia os jogos, a liga francesa… Cresceu por tudo que o Paris ajudou, os movimentos que fez. Isto faz a liga competitiva e as equipes se reforçam para ganhar do PSG, a liga. Agora há novos adversários, novos estádios. Vai ser novo”.

Enfrentar o Barcelona

“Antes de sair, sem saber para onde ia, eu disse ao torcedor, sempre vou estar agradecido. Foram muitos anos. Eles sabiam que ia para uma equipe forte e que ia lutar pela Champions. Me conhecem. Quero seguir cumprindo objetivos. Não tenho dúvidas que o Paris tem os mesmos objetivos de seguir sendo maior. Não sei se vamos nos enfrentar. Por um lado, seria lindo voltar a Barcelona. Espero que com público, quando puder. Por outro lado, seria muito estranho jogar em casa com outra camisa. É o futebol, pode acontecer, veremos”.

Gana de vencer

“Ao contrário daquele que estava nos campos do Newell’s, cresci muito como atleta e como pessoa, muitas coisas boas e coisas ruins me aconteceram. Mas tenho a mesma ilusão de quando era garoto. Vou tentar tudo para vencer e atingir meus objetivos”.

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo