O milagre finalmente ocorreu: no 11° jogo, o Lyon venceu a primeira pela Ligue 1
O Lyon ficou com um jogador a mais desde os cinco do primeiro tempo, mas só ganhou do Rennes por 1 a 0
Foram necessárias 11 partidas para que, enfim, o Lyon comemorasse sua primeira vitória na Ligue 1. A situação dos Gones ainda é bastante preocupante, na lanterna da competição e a quatro pontos de atingir pelo menos os playoffs contra o rebaixamento. Contudo, um alívio aconteceu neste domingo, com a vitória por 1 a 0 sobre o Rennes. Considerando a qualidade do elenco do adversário, foi um baita resultado, ainda mais por acontecer fora de casa. O zagueiro irlandês Jake O’Brien foi o herói no Roazhon Park, num jogo em que seu time ficou com um jogador a mais desde o início do primeiro tempo. A pressão recai agora sobre os rubro-negros, com cinco rodadas sem ganhar no Francesão, incluindo quatro derrotas.
Foram dias tensos para o Lyon, especialmente nas últimas duas semanas. Primeiro, pelo ataque ocorrido contra o ônibus dos Gones, na chegada para o jogo contra o Olympique de Marseille no Vélodrome. A decisão da Ligue 1 em passar o pano para os marselheses e realizar a partida na íntegra sem punição, apesar da responsabilidade de sua torcida, incomodou e fez o OL recorrer. Já na última semana, o empate contra o frágil Metz provocou cobranças. Fábio Grosso, se recuperando dos ferimentos em seu rosto provocados pelos vidros do ônibus, teve que dar a cara a tapa e conversar com seus torcedores para tentar acalmar a situação.
O jogo
Olhando no papel, o Lyon tem seus jogadores experientes. Anthony Lopes, Nicolás Tagliafico e Corentin Tolisso foram titulares neste domingo. Outros bons jovens também pintaram entre os titulares, como Maxence Caqueret, Rayan Cherki e Ernest Nuamah. Mesmo do banco saíram figuras como Dejan Lovren e Alexandre Lacazette. Todavia, os Gones não conseguem produzir com regularidade e mesmo a mudança de técnico não causou um impacto imediato. Há uma série de problemas além do campo, como as próprias disputas envolvendo o proprietário John Textor e seu antecessor Jean-Michel Aulas.
Do outro lado, o Rennes também possui recursos. Steve Mandanda, Arthur Theate e Adrian Truffert lideram a defesa. O meio reúne Ludovic Blas, Benjamin Bourigeaud, Nemanja Matic e Enzo Le Fée. Já na frente, Martin Terrier e Ibrahim Salah se combinaram. Amine Gouiri e Arnaud Kalimuendo, dois bons atacantes jovens, ainda vieram do banco. Contudo, o time de Bruno Génésio se complicou logo aos cinco minutos, com o vermelho direto ao lateral Guéla Doué por uma falta dura em Tagliafico.
Mesmo com um homem a mais desde cedo, o Lyon não aproveitou a vantagem de imediato. Pressionou ao longo de todo o primeiro tempo, mas esbarrou em Mandanda e na falta de pontaria. A insistência deu resultado apenas aos 22 do segundo tempo. Numa bola parada, os Gones rodaram a bola até Skelly Alvero escapar pela direita e cruzar da linha de fundo. Jake O’Brien mergulhou de peixinho para completar na pequena área. Depois disso, a pressão pelo empate foi do Rennes, mas Anthony Lopes conseguiu segurar as pontas. Vitória mais que bem-vinda, até para aproveitar a calmaria na Data Fifa.
O Lyon soma sete pontos na Ligue 1, no 18° lugar. São quatro empates e seis derrotas, além de uma isolada vitória. Vale lembrar que a partida contra o Olympique de Marseille ainda precisa ocorrer, após o ataque ao ônibus dos Gones. Ao menos, o triunfo no Roazhon Park é um sinal de vida. O Lyon fica a quatro pontos de alcançar a zona dos playoffs contra o rebaixamento e a cinco de deixar o Z-3. Já o Rennes ocupa o 13° lugar, com 12 pontos. Está só um ponto acima dos playoffs, numa campanha bem abaixo das expectativas.
O Lyon terá uma série de partidas difícil na volta da Data Fifa. Vai encarar Lille, Lens, Olympique de Marseille, Toulouse, Monaco e Nantes até a pausa de inverno. São adversários duros, a um time com dificuldades inclusive contra adversários mais frágeis. E a janela de janeiro não será uma garantia tão grande de buscar melhorias. Com as contas do clube reprovadas pela liga, a tendência é que, se os reforços chegarem, vão ser bem pontuais. Vai depender bem mais da recuperação de Grosso e do trabalho dos jogadores.



