FrançaLigue 1

Germain: “Seria muito complicado para Neymar se ele jogasse nos anos 1990”

Neymar não foi tão feliz em seu primeiro clássico contra o Olympique de Marseille. O atacante marcou seu gol no Estádio Vélodrome, mas recebeu o cartão vermelho nos minutos finais do empate por 2 a 2. Neste domingo, o camisa 10 terá a chance de se redimir. O Paris Saint-Germain recebe os maiores rivais no Parc des Princes, em uma atmosfera certamente acirrada, em duelo que possui um histórico amplo de violência entre as torcidas e abarca também a rivalidade entre regiões na França. Oportunidade de realmente fazer valer seu protagonismo na Ligue 1.

Às vésperas do clássico, porém, as rusgas entre os times se escancararam na imprensa. Centroavante do Olympique, Valère Germain declarou suas discordâncias com a postura de Neymar. O francês não deixou de elogiar o craque. Mas também questionou a sua personalidade em campo, afirmando que as pancadas que o brasileiro recebe nas partidas são consequência disso. Inclusive, fez alusão ao jogo contra o Rennes, no qual o atacante estendeu a mão a um adversário caído e depois tirou.

“Nós pressionamos o PSG na partida do primeiro turno. Neymar tomou um cartão vermelho porque perdeu o controle. Ele é um jogador espetacular, mas exagera um pouco. Eu, quando estou vendo na televisão, fico irritado com isso. Existe a impressão que ele não está necessariamente contente de estar em campo. Eu não gosto muito de seu espírito para tirar sarro dos outros. Quando isso acontece, é normal que ele receba entradas fortes. Se jogasse nos anos 1990, seria muito complicado para ele”, declarou Germain, à emissora SFR Sport.

A próxima semana será explosiva para PSG e Olympique de Marseille. Serão dois jogos em apenas quatro dias. No domingo, o mencionado clássico pela Ligue 1. Líderes da competição, os parisienses somam 13 pontos de vantagem em relação aos marselheses, na terceira colocação. Já na quarta-feira, acontece o embate pela Copa da França, também na capital. Noites importantes também para Neymar, antes do reencontro com o Real Madrid pela Liga dos Campeões.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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