Além de Dembélé: Rennes gerou quase 200 milhões de euros com sete convocados da França
Conta não inclui eventuais bônus, mecanismos de solidariedade ou percentuais sobre futuras revendas
A primeira convocação de Zinedine Zidane pela seleção francesa colocou em evidência um clube que não aparece entre os gigantes financeiros da Europa. Dos 23 jogadores inicialmente chamados pelo novo técnico, sete passaram pela formação do Rennes: Ousmane Dembélé, Désiré Doué, Eduardo Camavinga, Andy Diouf, Jérémy Jacquet, Lucas Da Cunha e Adrien Truffert.
Nenhum deles ainda pertence ao clube hoje. Somados apenas os valores pagos em suas transferências de saída, o Rennes arrecadou 199 milhões de euros com os sete jogadores. A conta não inclui eventuais bônus, mecanismos de solidariedade ou percentuais sobre futuras revendas.
O número ajuda a dimensionar um trabalho de base que já vinha chamando atenção havia anos. Em 2024, a formação do Rennes já aparecia como uma das principais fábricas de talentos do futebol francês, com Dembélé, Camavinga e Doué entre seus exemplos mais evidentes.
Pour sa première liste à la tête de l’équipe de France, Zinédine Zidane a convoqué 7 joueurs formés au Stade Rennais, en plus d’Estéban Lepaul, appelé pour la première fois chez les A ! 🤩🇫🇷
— Foot Mercato (@footmercato) September 23, 2026
Désiré Doué, Ousmane Dembélé, Eduardo Camavinga, Jérémy Jacquet, Adrien Truffert, Andy… pic.twitter.com/LZYO87lCsh
Jacquet e Doué lideram vendas do Rennes
A maior transferência da lista é também a mais recente. Jérémy Jacquet deixou o Rennes no último mercado rumo ao Liverpool por 63 milhões de euros, tornando-se a venda mais valiosa entre os sete convocados por Zidane. O negócio confirmou uma valorização que já vinha se desenhando havia meses. O Liverpool havia acertado a contratação do defensor depois de forte concorrência no mercado.
Logo atrás aparece Désiré Doué. O meia-atacante foi negociado com o Paris Saint-Germain por 50 milhões de euros em 2024, depois de também despertar forte interesse do Bayern de Munique. Os dois ultrapassaram até Ousmane Dembélé, hoje um dos maiores nomes produzidos pelo clube. Em 2016, o Rennes recebeu 35 milhões de euros do Borussia Dortmund pelo atacante, então com apenas 19 anos.
Eduardo Camavinga completa o grupo das grandes vendas. O meio-campista foi para o Real Madrid em 2021 por 31 milhões de euros, depois de se firmar muito jovem como uma das principais revelações da Ligue 1.
Adrien Truffert deixou o clube por 13,5 milhões de euros rumo ao Bournemouth. Nesse caso, havia um fator importante: o lateral-esquerdo entrava no último ano de contrato, o que reduzia o poder de negociação do Rennes.
| Jogador | Valor da transferência | Destino |
|---|---|---|
| Jérémy Jacquet | 63 milhões de euros | Liverpool |
| Désiré Doué | 50 milhões de euros | Paris Saint-Germain |
| Ousmane Dembélé | 35 milhões de euros | Borussia Dortmund |
| Eduardo Camavinga | 31 milhões de euros | Real Madrid |
| Adrien Truffert | 13,5 milhões de euros | Bournemouth |
| Andy Diouf | 5,5 milhões de euros | Basel |
| Lucas Da Cunha | 1 milhão de euros | Nice |
Diouf e Da Cunha mostram o outro lado da formação
Nem todas as operações, porém, permitiram ao Rennes capturar todo o valor que seus jogadores alcançariam mais tarde. Lucas Da Cunha foi negociado com o Nice por apenas 1 milhão de euros em 2020. O meia ainda teve dificuldades no novo clube e acabou vendido ao Como três anos depois por 750 mil euros, antes de se desenvolver na Itália e chegar à seleção francesa.
O caso de Andy Diouf é ainda mais emblemático. O meio-campista foi emprestado ao Basel com opção de compra de 5,5 milhões de euros. Depois de uma boa temporada, o clube suíço exerceu a cláusula e, apenas um dia depois, acertou sua venda ao Lens por 14 milhões de euros. O Basel, portanto, conseguiu rapidamente uma valorização que o Rennes não conseguiu transformar em receita direta.
Ainda assim, o balanço dos sete convocados por Zidane impressiona. Jacquet, Doué, Dembélé e Camavinga concentram quase toda a receita, enquanto Diouf e Da Cunha mostram que formar um jogador de alto nível não significa necessariamente vendê-lo no momento de maior valorização.