A fábrica de craques do Rennes segue a mil com ‘novo Camavinga’
O nome da vez do time francês é o também meio-campista Desiré Doué, que apesar dos 18 anos, é uma das principais referências técnicas do Rennes na temporada.
Ousmane Dembélé, Eduardo Camavinga, Sylvain Wiltord, e mais recentemente Mathys Tel. Não são poucos os nomes relevantes e brilhantes que o Rennes vem desenvolvendo e formando nos últimos anos. E aparentemente, o padrão de qualidade na formação de atletas segue bastante em alta no noroeste da França.
O nome da vez no clube é Desiré Doué. O volante de apenas 18 anos conquistou a titularidade absoluta na equipe, e vem chamando atenção tanto pela forma de jogar, como pelos importantes gols que vem marcando com a camisa Rouge et Noir. Ao todo, ele atuou em 18 jogos, fez 3 gols, acertou 78,7% dos passes tentados e recuperou 41 bolas nesta temporada.
Mesmo atuando no meio-campo, ele foi o primeiro jogador nascido em 2005 a fazer um gol em uma das cinco maiores ligas da Europa, em agosto de 2022, contra o Brest. Fora isso, quando tinha 17 anos, ele se tornou o francês mais jovem na história a marcar em uma competição europeia, quando fez o gol da vitória do seu time contra o Dynamo de Kiev, pela Liga Europa.
Treinador do atleta até o fim do ano passado, Bruno Genésio exaltou o jogador, mas ainda assim, fez questão de destacar que ele ainda está em fase de maturação.
– Ele pode jogar em qualquer posição. Ele está se desenvolvendo, e sabe que em certos momentos deve jogar de forma mais simples. É um garoto inteligente, trabalha bem e sabe que quando não tem a bola, precisa ter disciplina – disse em entrevista ao jornal espanhol Marca.
Le magnifique but de Désiré Doué face à Lyon vendredi ??
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— Stade Rennais F.C. (@staderennais) January 29, 2024
Doué entrou nas categorias de base do Rennes aos 6 anos, e começou jogando mais a frente. Mas conforme o tempo foi passando, o jogador se tornou um versátil volante que marca, mas tem habilidade para driblar e sair jogando.
– Está preparado fisicamente e lê muito bem o jogo. Tecnicamente é bom com as duas pernas e tem bom controle de bola com ambas. É um garoto muito tranquilo e que também mostra capacidade de liderar, mas sem deixar de aceitar conselhos. É um profissional – exaltou Genésio, que foi o treinador responsável por dar as primeiras oportunidades ao atleta no time adulto do Rennes.
Novo Camavinga?
É inevitável não lembrar de um jovem, francês e meio-campista revelado pelo Rennes e não vir Eduardo Camavinga à cabeça. Mesmo assim, Matthieu Le Scornet, que foi auxiliar técnico da equipe e viu potencial no volante do Real Madrid, destacou que há diferenças entre ele e o novo prodígio do time francês.
– Eduardo já jogava de forma coletiva e tivemos que trabalhar o controle da bola com ele. Desiré não. Ele queria driblar o seu marcador, se divertir. Mesmo se dizíamos para não fazer isso, ele às vezes se mostrava tão confiante de que iria passar pelo seu rival que tentaria fazer de todos os modos, relembrou.
A outra semelhança dele com Camavinga é o lastro que o jogador já vem conquistando nas categorias de base da seleção francesa. Em 2022, ele foi campeão europeu ao lado de jogadores como Warren Zaïre-Emery, Chadaille Bitshiabu e Mathys Tel, seu ex-companheiro de Rennes que desde a última temporada atua pelo Bayern de Munique.
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Processo sem fim
Para seguir se desenvolvendo, Desiré ainda conta com a companhia do irmão mais velho Guéla Doué, de 21 anos, que também atua pelo Rennes, mas não com a frequência do caçula. Além deles, o time também conta com os defensores Warmed Omari, de 23 anos, e Jeanuël Belocian, de 18 anos, que já atuam com frequência no time titular.
Ex-presidente do clube Rouge et Noir, Olivier Létang afirmou que o surgimento de tantos jovens não é obra do acaso.
– É um símbolo. A formação é essencial, uma grande ferramenta junto com a captação. Se temos garotos que podem fornecer um valor agregado, usaremos eles, disse.


