Copa da França

Liderado por Mbappé, o PSG conteve o Monaco e conquistou a Copa da França pela 14ª vez

Sem o suspenso Neymar, Mbappé decidiu com um gol e uma assistência, contando também com o apoio de Di María

A Ligue 1 será definida no final de semana, mas o Paris Saint-Germain ao menos já sabe que não sairá de mãos abanando nesta temporada. Os parisienses cumpriram o favoritismo e conquistaram a Copa da França nesta quarta, derrotando o Monaco por 2 a 0 no Stade de France. Os monegascos inspiravam cuidados, pela forma como bateram de frente com o clube da capital nos últimos meses. Além disso, o PSG teria que se virar sem o suspenso Neymar. No fim, Mbappé assumiu a responsabilidade para definir o resultado, num jogo em que os alvirrubros insistiram e pouco fizeram. Agora, os olhares em Paris se voltam ao Lille e à tentativa de dobradinha.

O Paris Saint-Germain bem que tentou um efeito suspensivo ao gancho de Neymar, mas não conseguiu. Diante da ausência do brasileiro, Mauricio Pochettino escalou uma trinca ofensiva formada por Ángel Di María, Mauro Icardi e Kylian Mbappé. Já o Monaco apostava na solidez defensiva que permitiu à equipe vencer os dois confrontos diretos pela Ligue 1 nesta temporada. As atenções, de qualquer forma, ficavam à dupla de ataque formada por Wissam Ben Yedder e Kevin Volland – em especial pela volta do alemão à seleção para a Eurocopa.

A decisão no Stade de France começou morna, mas era o PSG que buscava mais o ataque. O gol, porém, dependeu da pressão alta dos parisienses sem a bola. Aos 19 minutos, Axel Disasi deu uma cochilada tremenda na saída de bola e foi desarmado por Mbappé na entrada da área. O ponta acelerou e passou para Icardi concluir às redes. Já na sequência do primeiro tempo, o Monaco precisou tomar a iniciativa em busca do empate. Os alvirrubros tiveram suas melhores chances depois dos 35. Guillermo Maripán exigiu a primeira defesa de Keylor Navas, que depois salvaria o time num cruzamento venenoso de Ben Yedder. Ainda assim, era pouco.

O Monaco voltou ao segundo tempo com Krépin Diatta dando nova alternativa ofensiva e teria uma boa chegada com Ben Yedder, bloqueado por Navas. No entanto, o PSG conseguia cozinhar a partida e administrava sua vantagem tocando um pouco mais a bola. Logo os monegascos também ganhariam Stevan Jovetic e Gelson Martins, na intenção de aumentar a pressão. De fato, a equipe passava mais tempo no campo de ataque e ficaria com o grito preso aos 24, num cruzamento fechado de Djibril Sidibé que quase traiu Navas. Apesar do desvio do goleiro, a bola ainda bateu no travessão.

No momento em que o Monaco parecia acreditar no triunfo, o PSG promoveu as entradas de Moise Kean e Ander Herrera. O time acordou e contaria com Mbappé para selar sua vitória. O atacante já tinha acertado o travessão aos 35, na tentativa de anotar um golaço por cobertura, batendo da intermediária. Levou um minuto mais para que o camisa 7 deixasse sua marca. Di María fez grande jogada para escapar da marcação e servir o companheiro. Mbappé, então, invadiu a área em velocidade e deu um toquinho por cima do goleiro Radoslaw Majecki. Até houve um abafa do Monaco no fim, tentando reviver na final, mas sem forças para evitar o revés.

Este é o 14° título do Paris Saint-Germain na Copa da França, isolado como maior vencedor do torneio. A história dominante dos parisienses na competição, aliás, é anterior à chegada do investimento catariano: já tinham levado o troféu oito vezes de 1982 a 2010. Desde 2015, entretanto, a hegemonia é expressa. O PSG só não faturou uma das últimas sete taças, quando perdeu a final para o Rennes em 2019. A dinastia se amplia no Stade de France, mas com a cobrança para que o tetra na Ligue 1 também venha.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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