França

Cavani: “Não sou o melhor tecnicamente, mas trabalho muito para melhorar”

Marcar 49 gols em uma só temporada é um feito. Edinson Cavani conseguiu nesta temporada ser o que se esperava dele quando deixou o Napoli, em julho de 2013, por € 64,5 milhões. A saída de Zlatan Ibrahimovic do PSG abriu espaço para o uruguaio ocupar o espaço de referência ofensiva e marcar 49 gols em 50 jogos. Uma média absurda de gols de alguém que já afirmou que se inspira em Gabriel Batistuta.

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A temporada do PSG, porém, não foi como se esperava. Foram dois títulos, da Copa da Liga e Copa da França. A Ligue 1 foi perdida para o Monaco, enquanto a Champions League escapou por entre os dedos ainda nas oitavas de final, tomando uma virada absurda do Barcelona no Camp Nou ao perder por 6 a 1 (com uma arbitragem que foi muito contestada, diga-se).

“Eu marquei muitos gols esta temporada, mas isso é normal porque nós temos um time que cria muitas chances e podem vir passes de qualquer lugar”, afirmou Cavani, falando ao site do clube. “Eu frequentemente digo que eu não sou o melhor tecnicamente, mas eu trabalho muito para melhorar nisso e estar na melhor forma para ajudar o time a ganhar o maior número de troféus possível”.

“Eu honestamente não lembro de todos os meus gols, mas eu acho que o meu favorito nesta temporada é o primeiro que marquei contra o Monaco na final da Copa da Liga”, disse o uruguaio. “O passe de Verratti foi magnífico e eu peguei bem de voleio. Mais do que isso, é um gol que nos ajudou em um grande jogo e nos deixou um pouco mais perto do título”.

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“A Copa da França é uma competição especial. É sempre difícil chegar à final, porque nós jogamos contra times que não desistem de nada e que querem criar um choque, às vezes jogando em condições difíceis. Nós ganhamos a edição do 100º aniversário, o que tornou um momento muito especial para nós todos”, contou Cavani.

Aos 30 anos, Cavani renovou contrato com o PSG recentemente, estendendo o vínculo até 2020. Ele já declarou que tem vontade de voltar ao Napoli, clube pelo qual viveu grande momento. Como sul-americano, algo que gostaríamos de ver é Cavani, com esse espírito batalhador, jogando aqui no continente, quem sabe disputando uma Libertadores. Ainda há tempo para isso, esperamos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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