Capitão Marquinhos dá conselho a joias do PSG após goleada na estreia do Mundial de Clubes
Zagueiro brasileiro explicou seu papel de liderança entre mais jovens após passeio dos Parisienses contra Atlético de Madrid
O PSG começou o Mundial de Clubes da mesma forma que terminou a Champions League: com goleada. O Atlético de Madrid não foi páreo para a equipe de Luis Enrique. Um dos destaques dos Parisienses foi Marquinhos, que tem exercido seu papel de líder entre os jogadores mais jovens.
Em entrevista à “DAZN” após o 4 a 0, o capitão revelou seu conselho às joias do PSG. Após uma temporada avassaladora, com títulos em todas as cinco competições disputadas, o zagueiro brasileiro fez questão de exigir gana do elenco — principalmente dos mais novos.
“(Vitória na estreia) é enorme. Temos que parabenizar nossa equipe e continuar correndo e atacando. Nossa equipe mostrou sua força novamente. Mesmo tendo sido campeões europeus na semana passada, temos a motivação e a intensidade”, começou Marquinhos.
— Estou tentando motivar os garotos. Eles venceram muito jovens. Temos que continuar encontrando motivação. Tento dizer a eles para sempre aproveitarem os pontos positivos e ajudá-los.
Aos 31 anos, o defensor é um dos maiores ídolos da história dos Parisienses. O brasileiro é um dos remanescentes mais antigos sob a gestão do Catar e viveu a longa busca do PSG pela primeira conquista na Liga dos Campeões.
Marquinhos viveu de tudo nos Parisienses: eliminações traumáticas, o vice em 2019/20, campanhas frustrantes. Foi somente quando o PSG parou de centralizar o projeto em estrelas para focar na força coletiva que o título inédito veio.
Com revelações como Désiré Doué, Senny Mayulu, Warren Zaïre-Emery, entre outros, a nova cara dos Parisienses é jovem — mas extremamente talentosa. E se depender do zagueiro brasileiro, a fome de fazer história será o lema do PSG.
A principal preocupação do PSG no Mundial de Clubes

Apesar do triunfo convincente na abertura do Mundial, os Parisienses não esconderam sua principal preocupação: o calor. Às vésperas do início do verão nos EUA, a partida entre PSG x Atlético de Madrid registrou uma sensação térmica de 35 °C.
O treinador espanhol implementou uma filosofia de jogo pautada na intensidade e movimentação dos jogadores dos Parisienses a todo momento, além de uma marcação-pressão na saída de bola do adversário.
Em entrevista pós-jogo, Luis Enrique admitiu que o calor cobrou seu preço na etapa final, quando o ritmo do PSG diminuiu. Mesmo com paradas técnicas para hidratação, os Parisienses sentiram o peso de um longo final de temporada.
— O objetivo é manter a mesma energia. Foi uma temporada muito longa, mas a motivação está alta. Estamos felizes com a partida; foi difícil neste calor, mas fizemos uma partida muito boa. A movimentação é uma característica desta equipe.
Vitinha, que marcou um dos gols do PSG, reforçou o discurso do técnico. O meia português reconheceu que o estilo de jogo dos Parisienses exige muito da parte física, e as altas temperaturas durante o Mundial de Clubes podem influenciar no desempenho.
— Nos sentimos muito bem, mesmo nessas condições. Está muito calor, é difícil jogar, mas foi ainda mais difícil para o Atlético, que não teve a bola.


