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Kompany deixará de ser jogador-treinador em dias de jogos após pior início do Anderlecht no Belgão em 21 anos

Durou pouco o trabalho de Vincent Kompany como jogador-treinador do Anderlecht. Após apenas quatro rodadas do Campeonato Belga, o zagueiro exercerá sua influência apenas dentro de campo. Quem assume as instruções e o trabalho tático durante as partidas é o galês Simon Davies, que foi levado do Manchester City para o clube da Bélgica junto de Kompany. O veterano, no entanto, segue como técnico nos dias de preparação durante a semana.

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A decisão de limitar o trabalho de Kompany ao que acontece dentro das quatro linhas veio depois de o Anderlecht ter o seu pior início de Campeonato Belga em 21 anos, com duas derrotas e dois empates nos quatro primeiros jogos. Mesmo a idolatria do jogador de 33 anos, recebido na rodada inaugural com um belo mosaico pela torcida, não evitou a queda como técnico em dias de jogo.

Davies, que assume o cargo, era chefe de treinamentos das categorias de base do Manchester City e deixou o clube inglês junto de Kompany, atraído pelo projeto com o ídolo dos Cityzens.

“Kompany precisa ser mais um jogador durante a partida. Ele precisa liderar de fato o time no campo. Claro que ninguém duvida que ele possa fazer isso, mas é importante que ele seja meramente um dos jogadores durante a partida”, declarou Davies.

O galês esclarece que, durante a semana, Kompany irá trabalhar em conjunto com sua comissão técnica para preparar a equipe. Porém, “nos dias de jogo, ele precisa ser apenas um jogador”, afirmou o técnico. Com a mudança, o zagueiro também assume a braçadeira de capitão, que até então era de Nasri.

“Só conseguimos nos conhecer completamente e encontrar nosso caminho nessa nova situação. É assim que chegamos a essa decisão. O time precisa de estabilidade, que isso fique claro”, esclareceu Davies.

O péssimo início de Kompany em sua nova empreitada rendeu críticas pesadas na imprensa belga. Marc Degryse, ex-jogador do Anderlecht e da seleção belga, disse que o zagueiro “acha que é Deus”.

“O Kompany é apenas humano, além de ser um bom jogador. Mas sinto que ele acha que é Deus. Na próxima pausa de jogos de seleções, um treinador normalmente teria duas semanas para trabalhar intensamente com seu elenco. Mas o Kompany estará com a Bélgica para enfrentar San Marino e Escócia – antes de ter sua partida de despedida em Manchester. Algumas pessoas gostam de estar ocupadas, mas elas também podem acabar preocupadas. O Kompany deveria pensar nisso. Tudo tem limite. Se outro zagueiro tivesse cometido os erros que ele cometeu, teria sido criticado, e Kompany o teria sacado do jogo seguinte. É claro que ele não deveria se aposentar como jogador, mas ele precisa garantir que algo assim não aconteça novamente”, criticou Degryse, falando da atuação do belga na derrota por 4 a 2 para o Kortrijk, na última rodada.

Kompany acertou sua volta para o Anderlecht, seu clube do coração e onde foi revelado e despontou para o futebol, depois de 11 anos no Manchester City. Junto consigo, além de Simon Davies, levou jogadores de renome, como Nacer Chadli e Samir Nasri. Agora, no entanto, depois de apenas quatro partidas, o time está só a dois pontos da lanterninha do Campeonato Belga e enfrenta na próxima rodada o atual campeão Genk. Se tinha um momento necessário para uma correção de curso, este momento era agora.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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