Vidal sai em defesa de CR7 e ataca Jorge Jesus: ‘Cristiano está no direito de fazer o que quiser’
Chileno critica postura do treinador após saída do astro da concentração portuguesa
A crise envolvendo Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na seleção portuguesa já repercute entre nomes importantes do futebol mundial. Arturo Vidal é um deles e decidiu se manifestar em defesa do astro português.
O volante chileno, atualmente no Colo-Colo, saiu em defesa do atacante após a decisão de CR7 de deixar a concentração de Portugal antes da vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca, pela Liga das Nações. Vidal afirmou que a forma como Cristiano deixou a equipe foi inadequada, e direcionou parte de suas críticas ao treinador.
— Na verdade, é uma vergonha. Um jogador como Cristiano, que está entre os quatro melhores da história, sair assim da seleção é muito feio — declarou Vidal.
Vidal questionou a postura de Jorge Jesus e defendeu que o técnico deveria levar em consideração tudo o que o camisa 7 representa para Portugal. Na visão do ex-jogador do Flamengo, o histórico de Cristiano Ronaldo com a seleção faz com que ele mereça um tratamento diferente dentro do grupo.
— Acho que o treinador fica muito mal. É preciso cuidar do Cristiano, protegê-lo, um jogador que deu tudo a Portugal, que colocou o país como uma das melhores seleções do mundo. Um jogador assim não pode sair dessa maneira. Cristiano está no direito de fazer o que quiser. Há treinadores que não respeitam as coisas.
Trivela: Futebol europeu por quem entende
Relação entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus azedou após jogo contra a Noruega
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O episódio que colocou Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus no centro das atenções aconteceu depois da partida contra a Noruega. A relação entre os dois havia começado de maneira positiva na seleção, especialmente porque ambos já haviam trabalhado juntos durante um ano no Al-Nassr. Na estreia de Portugal na Liga das Nações, diante do País de Gales, CR7 foi titular e permaneceu em campo por 67 minutos.
Um dia antes daquela partida, o treinador havia feito diversos elogios ao atacante durante uma entrevista coletiva em que os dois estiveram lado a lado. Jesus chegou a definir Cristiano como um símbolo de Portugal, embora também tenha ressaltado que as decisões relacionadas à escalação e à utilização dos jogadores caberiam exclusivamente à comissão técnica.
O cenário mudou no duelo seguinte. Diante da Noruega, Cristiano Ronaldo começou no banco, enquanto Gonçalo Ramos recebeu a oportunidade entre os titulares. A escolha, segundo o próprio contexto apresentado pelo treinador, já estava prevista. O ponto de tensão apareceu durante o segundo tempo, quando Cristiano foi chamado para o aquecimento logo depois do intervalo, mas terminou a partida sem entrar em campo.
Enquanto Gonçalo Ramos marcou o gol que garantiu a vitória portuguesa fora de casa, Cristiano acompanhou tudo do banco. Ao fim do jogo, deixou o gramado imediatamente após o apito final e demonstrou irritação.
Jorge Jesus nega crise, mas saída de CR7 aumenta tensão
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A situação ganhou novos contornos quando Cristiano Ronaldo não participou do treinamento de terça-feira (29). A ausência alimentou diferentes versões na imprensa portuguesa e levou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) à concentração da equipe. O dirigente se reuniu com Jorge Jesus e CR7 em uma tentativa de aparar as arestas, e os relatos apontaram para um encontro positivo.
O ambiente, contudo, voltou a ficar tenso durante a entrevista coletiva de Jesus. O treinador havia indicado inicialmente que responderia apenas duas perguntas sobre Cristiano, mas acabou recebendo seis questionamentos relacionados ao atacante, ao episódio contra a Noruega e à relação entre os dois. Em alguns momentos, demonstrou irritação com os jornalistas, embora tenha respondido às perguntas.
Jesus negou que houvesse um problema entre ele e Cristiano. O treinador explicou ainda que pretendia utilizar o atacante por “20 a 30 minutos contra a Noruega”, mas que o desenvolvimento da partida alterou seus planos. Segundo Jesus, o erro foi ter colocado o astro para aquecer logo depois do intervalo.
Ao mesmo tempo, o técnico reforçou que as decisões sobre a utilização dos jogadores pertencem à comissão técnica, independentemente do peso que CR7 tenha dentro da seleção. Pouco depois da coletiva, o atacante deixou o Estádio Parken antes do início do treinamento e publicou um comunicado nas redes sociais informando que deixaria a concentração de Portugal, além de indicar que se pronunciaria posteriormente sobre o caso.