Portugal pune erros da Noruega e vence graças a ‘novo protagonista’ e Gonçalo Ramos
João Félix mantém impacto sob comando de Jorge Jesus, enquanto Gonçalo Ramos decide após falha norueguesa
Portugal segue com 100% de aproveitamento na Liga das Nações. No segundo jogo de Jorge Jesus à frente da seleção, a equipe portuguesa venceu a Noruega por 2 a 1, neste domingo (27), em Oslo, e chegou aos seis pontos no Grupo A4. O resultado também colocou os lusitanos na liderança da chave, depois de uma partida em que souberam aproveitar os erros do adversário e responder bem ao momento de maior pressão dos noruegueses.
O começo da era Jorge Jesus, portanto, é positivo. Ainda é cedo para tirar conclusões mais amplas, e o time tem pontos importantes a corrigir, principalmente defensivamente. Portugal voltou a conceder situações perigosas e teve dificuldades em determinados momentos para controlar o jogo. Ainda assim, começar um trabalho com duas vitórias em dois compromissos dá ao treinador margem para trabalhar com mais tranquilidade.
⚽ João Félix
⚽ Gonçalo RamosPortugal earn the win in Oslo 🇵🇹#NationsLeague pic.twitter.com/GmsUsZptJZ
— UEFA EURO (@UEFAEURO) September 27, 2026
João Félix ganha espaço e Gonçalo Ramos aproveita presente
Se a primeira vitória de Jorge Jesus teve João Félix como protagonista, a segunda reforçou a impressão de que o atacante pode assumir um papel importante nesta nova fase da seleção. Foi dele novamente um dos gols portugueses, mantendo a sequência iniciada contra o País de Gales. São dois gols nos dois primeiros jogos do treinador no comando de Portugal — e a conexão entre os dois dificilmente pode ser tratada como coincidência.
Jesus conhece bem João Félix. Os dois trabalharam juntos no Al-Nassr na temporada passada, justamente quando o atacante encontrou um ambiente para recuperar confiança e voltar a produzir em alto nível. Em 47 partidas pelo clube saudita em 2025/26, Félix marcou 26 gols e deu 18 assistências, números que ajudaram a transformar aquela temporada em uma das mais produtivas de sua carreira.
Depois de passagens por Atlético de Madrid, Chelsea, Barcelona e Milan, Félix reencontrou protagonismo na Arábia Saudita e parece ter levado essa confiança para a seleção. Ele aparenta estar jogando com maior convicção, participando mais das ações ofensivas e ocupando uma posição na qual se sente confortável.
E, enquanto João Félix aparece como um dos rostos dessa nova fase, Gonçalo Ramos mostrou que também pode ser decisivo. Titular diante da Noruega após começar no banco contra Gales, o novo atacante do Milan aproveitou um erro grosseiro de Nyland logo depois do empate norueguês. O goleiro tentou iniciar a jogada, entregou a bola ao adversário e Ramos não desperdiçou o presente: recuperou a vantagem portuguesa e definiu o 2 a 1.
O gol tem peso especial para o atacante. Gonçalo Ramos já construiu uma reputação de jogador capaz de aparecer quando recebe oportunidades saindo do banco, mas desta vez ganhou a chance desde o início e respondeu da mesma maneira: com gol.
Para Jorge Jesus, o cenário é interessante. Portugal começa a nova era somando resultados e, ao mesmo tempo, encontra diferentes personagens capazes de assumir protagonismo. João Félix é o nome que mais chama atenção neste começo, mas a vitória em Oslo mostrou que a seleção também pode decidir partidas na base da eficiência e do oportunismo.
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Como foi a vitória de Portugal sobre a Noruega
Noruega e Portugal fizeram um primeiro tempo equilibrado. Saiu com a vitória parcial a seleção que melhor soube aproveitar as oportunidades: a portuguesa. Acionado por Nuno Mendes no corredor esquerdo, Pedro Neto levantou a cabeça e descolou passe açucarado para João Félix. Da meia-lua, o camisa 11 finalizou com um lindo tapa de direita e inaugurou o marcador.
A equipe da casa criou o suficiente para, pelo menos, ir para o intervalo com um gol no placar. Mas não foi o que aconteceu. Só Haaland finalizou cinco vezes, sendo duas chances claras. Pesou a falta de contundência e a pontaria desafinada.
No segundo tempo, isso mudou. Bastou uma chegada, e os noruegueses conseguiram o empate. Odegaard cobrou falta colocada, Diogo Costa espalmou mal, Berg pegou o rebote e cabeceou para o meio. Haaland, sozinho, só teve o trabalho de escorar para o gol.
Parecia ser o “empurrão” perfeito para os Vikings buscarem a virada. No entanto, uma falha clamorosa de Nyland colocou tudo a perder. O goleiro norueguês tentou o passe para Odegaard e entregou no pé de Gonçalo Ramos, que surpreendeu Nyland com um lindo toque por cobertura