Zidane e Cherki dão indireta à retranca da Itália: ’É mais fácil jogar contra a Bélgica
Seleção francesa sai de primeira Data Fifa com o novo técnico invicta, mas tendo tropeçado na Azzurra
A primeira Data Fifa de Zinédine Zidane pela França termina com saldo positivo. Invictos, os Bleus venceram três partidas (Turquia e Bélgica duas vezes) e só empataram com a seleção italiana. A vitória mais recente veio na última segunda-feira (5), 4 a 1 sobre os belgas, quando o técnico e Rayan Cherki, seu comandado, mandaram “indiretas” ao único adversário que os parou.
O único tropeço francês, no Stade de France, na última sexta (2), veio com um domínio da posse de bola, quase o dobro de passes da Azzurra (723 contra 391) e praticamente o triplo de toques na área adversária (50 a 17). Na partida, o goleiro Gianluigi Donnarumma terminou com sete defesas e 1,58 gol evitado.
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Frente à seleção belga, que tem uma filosofia mais agressiva e de linha alta, a França encontrou mais espaços e saiu com a goleada. “É sempre mais fácil enfrentar equipes como a Bélgica, que querem jogar, assim como nós. Já contra aquelas que se fecham, fica mais difícil“, disse Zidane, possivelmente comparando com a Itália.
A fala se complementa com o que ele disse após empate com os italianos: “Eles jogaram o jogo deles, foi uma postura mais defensiva, à italiana, e no contra-ataque”. Cherki também reiterou a análise do treinador francês após a goleada sobre a Bélgica.
— É sempre difícil jogar contra times que se alinham com um bloco baixo como a Itália.
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Retranca da Itália é justamente o desafio da França de Zidane
Os comentários sobre o bloco baixo italiano não são à toa. A França tem mais dificuldade de enfrentar esse tipo de equipe porque seu jogo é mais pautado na velocidade de seus atacantes, como Kylian Mbappé, Dérisé Doué, Michael Olise e Ousmane Dembélé.
Se o adversário fica recuado e não dá espaço para esses atletas correrem nas costas da defesa, fica mais difícil infiltrar. Nesses contextos, uma das formas de se sobressair é na qualidade individual para driblar a marcação, algo bem comum em Olise, Dembélé e Doué. Faltam ainda mecanismos coletivos.
Esse problema não é inédito de agora e aconteceu com a equipe na Copa do Mundo, quando era treinada por Didier Deschamps. Zidane seguirá com esse desafio e pode trabalhá-lo novamente em novembro, quando terá outra Data Fifa para finalizar a fase de grupos da Liga das Nações.
A seleção francesa lidera a chave com 10 pontos, mas ainda enfrenta a Itália, fora de casa, antes de receber a Turquia.