Liga das Nações

Previsível, sem brilho e dor de cabeça para Mourinho: Como foi a estreia de Zidane na França

Olise e Mbappé resolvem partida, enquanto nova comissão técnica começa trabalho com pontos a corrigir

Zinédine Zidane começou com o pé direito sua trajetória no comando da França. Nesta sexta-feira (25), os Bleus venceram a Turquia por 1 a 0, fora de casa, pela primeira rodada do Grupo A1 da Liga das Nações, e deram ao novo treinador o resultado que ele precisava para abrir uma nova era na seleção. A vitória, porém, esteve longe de ser acompanhada por uma atuação de encher os olhos.

Se o resultado foi positivo, o desempenho deixou algumas interrogações. A França teve dificuldades para transformar sua superioridade técnica em domínio efetivo e precisou recorrer justamente a dois dos nomes mais importantes do elenco para encontrar o caminho do gol.

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Michael Olise apareceu como garçom, enquanto Kylian Mbappé cumpriu novamente o papel de goleador. É uma combinação que pouco surpreende: quando a equipe precisa decidir, é natural que a bola passe por Olise e termine nos pés do capitão francês.

França sofre, não encanta, mas começa nova era com vitória

A França teve mais controle da bola em boa parte do jogo, mas isso não significou necessariamente controle da partida. Em alguns momentos, a equipe pareceu desorganizada do meio para trás, permitindo que a Turquia encontrasse espaços e chegasse perto da área francesa com mais perigo do que Zidane provavelmente gostaria de ver em sua estreia.

Os turcos não conseguiram aproveitar as oportunidades que tiveram, e Mike Maignan apareceu quando foi necessário para evitar que o cenário ficasse mais complicado.

Também faltou brilho no setor ofensivo. A equipe francesa tem jogadores capazes de acelerar o jogo, criar superioridade individual e transformar uma oportunidade em gol em poucos segundos, mas não conseguiu fazer isso com frequência. O time esteve mais próximo de uma atuação eficiente do que de uma apresentação dominante.

E talvez seja justamente essa a melhor forma de definir a estreia: eficiente. A França não precisou fazer uma grande partida para sair de campo com três pontos. Encontrou o gol, sustentou a vantagem e conseguiu evitar que a Turquia transformasse seus momentos de pressão em algo mais perigoso. Para o primeiro compromisso de uma nova comissão técnica, o resultado acaba tendo um peso importante.

Até porque Zidane não está simplesmente assumindo uma seleção que precisava trocar de treinador. Ele começa um ciclo depois de 14 anos de Didier Deschamps no comando. A mudança representa o encerramento de um período longo e o início de uma nova identidade, ainda em construção.

Mbappé marca, mas vira preocupação para Mourinho no Real Madrid

Com dores no joelho, Mbappé precisou deixar o jogo
Com dores no joelho, Mbappé precisou deixar o jogo (Foto: Tolga Uluturk / ZUMA Press Wire / IMAGO)

Se Zidane deixou a Turquia com uma vitória, José Mourinho ganhou um motivo para se preocupar. Mbappé marcou o único gol da partida, mas sentiu o joelho esquerdo no momento da finalização e precisou deixar o gramado. Para o treinador do Real Madrid, a notícia é especialmente incômoda porque o atacante francês é uma das principais referências ofensivas da equipe.

A situação também ganha outro peso porque Mourinho havia alertado justamente para esse tipo de problema antes do início da Data Fifa. O técnico português demonstrou preocupação com a pausa internacional e com a carga física dos jogadores, especialmente depois de uma temporada que começou pouco tempo após a Copa do Mundo.

— Respeito totalmente as decisões dos jogadores e não quero dramatizar muito, mas é muito comum que eles sofram lesões durante esses períodos de descanso e logo após retornarem de uma pausa para jogos internacionais — disse Mourinho.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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