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Venda de Lindelöf ao United ajudou a salvar clube da terceirona sueca que o revelou

O Benfica merece elogios pela descoberta de Victor Lindelöf. Os encarnados buscaram o zagueiro no Västeras, da terceira divisão sueca, quando ele também começava a despontar pelas seleções de base da Suécia. E a venda que há cinco anos rendeu €100 mil aos nanicos, agora, salva o clube do risco da falência. Quando negociaram o jogador com os portugueses, os suecos garantiram parte do valor de uma futura venda. E os €35 milhões desembolsados pelo Manchester United trazem novas perspectivas para os alviverdes, que deverão levar 10% do total.

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“Agora eu não preciso mais ficar com insônia na véspera do dia de pagar os salários”, comentou a presidente do Västeras, Christina Liffner, em entrevista ao jornal britânico The Independent. A dirigente de 66 anos, economista de formação, não apenas sanou as dívidas. Parte do montante será destinada para construção de uma nova estrutura às categorias de base. A chance para os herdeiros de Lindelöf surgirem. “Nós queremos construir a academia. Quanto custará por ano? Podemos deixar essa quantia em uma conta especial, para que seja usada apenas para isso”, analisou Liffner.

Além dos €100 mil iniciais, o Västeras havia recebido €200 mil em bônus – pela participação de Lindelöf na seleção sub-21 e em seu 10° jogo pela equipe principal do Benfica. A nova fortuna, porém, só foi conseguida a duras penas. O contrato inicial garantia 20% do valor total, só que os encarnados afirmavam que ele não era mais válido. A equipe jurídica do clube sueco assegurou que a validade seguia em pé, mas, ao invés de enfrentarem uma batalha legal, as duas parte aceitaram sentar à mesa para negociar. Os alviverdes levaram menos que os €7 milhões prometidos. Ainda assim, o valor final (protegido por uma cláusula de confidencialidade, mas declarado em 10% pelo relatório de contas dos encarnados) satisfaz os pequeninos, segundo a sua presidente. A primeira parcela já foi paga e as outras serão depositadas até o final do ano.

Quarto colocado na terceira divisão do Campeonato Sueco, o Västeras mira a elite para 2021, mas promete não realizar loucuras com o dinheiro, gastando em contratações ou alto salários. O projeto esportivo, aliás, começa por um técnico referendado: o comandante dos alviverdes desde 2016 é Johan Mjällby, zagueiro da seleção sueca na Copa do Mundo de 2002 e em duas Eurocopas. Anteriormente, o ex-zagueiro trabalhou como assistente do Celtic, seu antigo clube, e do Bolton. Será o responsável por tentar concretizar em campo o legado de Lindelöf.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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