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Sem De Gea, Liverpool teria matado a classificação contra o United já no Anfield

Liverpool e Manchester United vivem temporadas decepcionantes, mas, mesmo em meio a suas campanhas irregulares, conseguiram atrair uma boa atenção para seu confronto desta quinta-feira, pela ida das oitavas de final da Liga Europa. Afinal, seria o primeiro dos dois maiores rivais do futebol inglês por uma competição europeia. Ainda que o futebol dentro de campo não tenha empolgado recentemente, a expectativa era de que talvez, com o ineditismo das circunstâncias, os rivais ganhassem um fôlego renovado para o jogo. Ao apito final, esse papo de ânimos renovados pareceu ter chegado apenas aos Reds, que com tranquilidade e amplo domínio do jogo, venceram em casa por 2 a 0 – vantagem que só não foi maior porque De Gea resolveu fazer uma daquelas suas partidas repletas de defesaças.

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Ao todo, o goleiro do United fez seis defesas, mas pelo menos duas delas foram de extrema dificuldade, sendo diferenciais para que o placar não fosse mais largo, e desde o início estava claro que a noite seria bastante ocupada para o goleiro espanhol. A primeira delas aconteceu em finalização de Coutinho, que apareceu livre na segunda trave, pronto para empurrar para o gol, e foi rechaçado pela reação rápida do arqueiro; depois, Lallana completou de primeira um ótimo cruzamento de Firmino e viu o reflexo rápido do espanhol evitar o tento.

Se há muito o que se criticar no jogo do Manchester United, que além de pouco criativo tem sido menos eficiente na defesa do que em outros momentos da temporada, o elogio ao trabalho de Jürgen Klopp não pode ser ignorado. Cada vez mais os Reds têm assimilado o estilo de pressão que caracterizou o trabalho de Klopp na Alemanha, e a partida desta noite foi um ótimo exemplo disso, com os pontas da equipe de Manchester tendo que desempenhar papeis mais defensivos do que esperavam antes do duelo.

O trio ofensivo formado por Sturridge, Coutinho e Firmino não deram descanso para a defesa do time de Louis van Gaal e, se mantidos em forma, podem ser uma arma poderosa do Liverpool nesta reta final de temporada. O ritmo e a dinâmica que conseguem imprimir no jogo são coisas que nenhuma outra formação dos Reds conseguiu na campanha 2015/16.

O resultado conquistado pelos comandados de Klopp é bastante confortável, já que agora seu rival precisa vencer por 2 a 0 para pelo menos levar à prorrogação ou por mais gols para reverter a desvantagem, isso sem considerar a possibilidade de o Liverpool balançar as redes de De Gea na volta. E é justamente a missão ofensiva do Manchester United que torna tão provável a classificação dos Reds para as quartas de final. Fazer um jogo objetivo, para a frente e com eficácia nas finalizações é o oposto do futebol médio apresentado pela equipe de Van Gaal.

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Equipe Trivela

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