Real Madrid e mais três: Os europeus que mais decepcionaram na temporada
Equipe espanhola acumulou polêmicas e chegou a sua segunda temporada consecutiva sem levantar taças
A temporada 2025/26 está prestes a terminar, com as principais ligas nacionais às vésperas de suas últimass rodadas, e, em um exercício de retrospectiva, alguns clubes deixaram a desejar em desempenho e resultado. O Real Madrid provavelmente é o primeiro a ser lembrado, não só pela falta de títulos, mas pelas polêmicas fora do campo. Porém, os Merengues não estão sozinhos.
Além do gigante espanhol, o Tottenham, que segue ameaçado na Inglaterra, a Juventus, na Itália, e o Bayer Leverkusen, na Alemanha, foram as grandes decepções da atual temporada, mesmo com alguns desfechos importantes ainda em jogo.
Real Madrid: Um caldeirão quente dentro e fora de campo
Sempre entre os principais assuntos da temporada, semana após semana, o Real Madrid foi protagonista em 2025/26, mas pelo aspecto negativo. Justamente em um ano desastroso, os Merengues tinham uma expectativa bastante animadora diante da chegada de Xabi Alonso como sucessor de Carlo Ancelotti, a adição de contratações pontuais, como Dean Hujisen e Trent Alexander-Arnold, além da esperança no desenvolvimento de Kylian Mbappé, principalmente.
Porém, o primeiro semestre acabou por anunciar, em partes, o que seria um fim melancólico de 2025/26. Em janeiro, toda a esperança nutrida em Xabi Alonso já havia se esgotado, com algumas questões internas, principalmente com Vinicius Júnior. Diante do desempenho aquém e a derrota na Supercopa da Espanha para o Barcelona, a situação se tornou insustentável, ocasionando em sua demissão precoce.
Em uma mudança emergencial, o Real Madrid anunciou Álvaro Arbeloa como treinador interino e, logo em sua estreia, foi possível entender o dano já consolidado na equipe para toda a temporada. O surpreendente revés deu o tom do que seria a caminhada que o ídolo merengue teria de enfrentar pelos meses seguintes. Em resumo, mais catástrofes. Crises constantes extra-campo, rumores de rompimento do vestiário, a briga física entre Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni, além da polêmica coletiva de Florentino Pérez. Ao fim de tudo isso, nenhum título. Portanto, decepcionante.
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Tottenham: Campanha vexaminosa
Na Inglaterra, o Tottenham conseguiu piorar um enredo que já havia sido dramático na temporada anterior. Ao fechar 2024/25 na parte de baixo da tabela da Premier League, mas com o título da Europa League, a expectativa era de um ano muito melhor. Porém, o resultado foi justamente o inverso.
Luta contra o rebaixamento até a última rodada, três treinadores diferentes e queda na Champions League. O roteiro não poderia ser pior para os Spurs. Cronologicamente, Thomas Frank assumiu o Tottenham em julho e esteve à frente de muitas decisões do último mercado de verão. A expectativa era positiva, diante do ótimo trabalho do dinamarquês no Brentford e o fato de disputar a principal competição de clubes do mundo. Porém, essa história só durou até fevereiro de 2026.
Próximo da zona de rebaixamento e com dificuldades para alcançar os resultados pretendidos nas demais competições, Thomas Frank não resistiu a tamanha pressão e acabou demitido após 38 jogos. Em seu lugar, os Spurs escolheram Igor Tudor, com experiências prévias na Juventus e no Olympique de Marseille, como solução emergencial. No entanto, sua passagem foi relâmpago, com apenas sete partidas e a eliminação na Champions, ilustrando o desespero da diretoria.
Por fim, Roberto De Zerbi chegou à Londres para livrar o Tottenham do rebaixamento e, de certa forma, conseguiu dar a devida injeção de ânimo no elenco, apesar do desempenho não ser dos melhores. Ao todo, uma temporada desastrosa.
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Juventus: Bem longe do esperado
Em terras italianas, não houveram decepções tão acentuadas, até porque a liga esteve bastante equilibrada, principalmente na disputa pela zona de Champions League. Porém, pelo investimento, a Juventus acaba por deixar a desejar ao não garantir sua vaga na próxima Liga dos Campeões. No trajeto até o fim de 2025/26 aquém, há um personagem em comum com o Tottenham.
A Velha Senhora iniciou a temporada sob o comando de Igor Tudor, mas a dificuldade em adquirir constância e a falta de resultados contundentes na Série A acabaram por derrubar o croata. Assim, ainda em outubro de 2025, Luciano Spalletti foi contratado para dar novos rumos ao ano que ainda tinha pela frente. Apesar de ser bem avaliado em um geral, o técnico italiano sofreu com a eliminação na fase de 16 avos da Champions e uma instabilidade na reta final do Campeonato Italiano.
A consequência da oscilação nos últimos dois meses é a provável ausência da próxima Champions League, que, para a Juve, é uma obrigação ano após ano.
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Bayer Leverkusen: Distante do topo
Por fim, na Alemanha, o destaque negativo foi o Bayer Leverkusen. Vindo de duas grandes campanhas sob o comando de Xabi Alonso, com o título alemão em 2023/24 e o vice-campeonato em 2024/25, a expectativa girava em torno de se manter com tranquilidade no primeiro pelotão nacional, mesmo que em período de transição.
No entanto, a “ressaca” pós-saída de Xabi Alonso, Florian Wirtz e companhia foi acentuada. Erik ten Hag, o escolhido para comandar o Leverkusen na temporada, durou apenas três jogos, demitido principalmente por problemas internos. Para o seu lugar, o clube escolheu Kasper Hjulmand, ex-treinador da seleção dinamarquesa. A partir disso, o desempenho da equipe se desenvolveu o bastante para retomar a esperança de terminar 2025/26 entre os quatro primeiros da Bundesliga.
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Ao fim, a oscilação foi tão grande ao ponto de, na mesma temporada, o Bayer Leverkusen sofrer uma goleada de 7 a 2 para o PSG e, posteriormente, impressionar pela resistência diante do Arsenal, nas oitavas da Champions League. Esta falta de constância custou, inclusive, uma vaga na maior competição de clubes do mundo, resumindo o time de Hjulmand à última vaga da próxima Europa League, com sexto lugar do Campeonato Alemão.