Europa

'Não sairei', diz interventor da federação polonesa

A situação na federação polonesa (PZPN) promete se complicar nos próximos dias. Donald Tusk, primeiro-ministro do país, afirmou nesta sexta-feira que apóia a decisão de Miroslaw Drzewiecki, ministro dos Esportes, sobre a nomeação de um interventor para a entidade. E o próprio administrador disse que não deixará o cargo.

Tanto a Uefa como a Fifa manifestaram seu repúdio à nomeação de Robert Zawlocki para chefiar a PZPN. A diretoria da federação foi afastada nesta semana sob a acusação de não combater a corrupção no futebol do país.

A Fifa estabeleceu a segunda-feira como prazo final para a antiga direção retomar seus cargos. Do contrário, a PZPN corre o risco de ser suspensa. Caso isso ocorra, a seleção seria diretamente afetada, pois a equipe entra em campo nos dias 11 e 15 para enfrentar República Tcheca e Eslováquia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2010.

Além disso, a Polônia está seriamente ameaçada de perder o direito de organizar a Eurocopa-08. Como se não bastasse essa polêmica, o país já passa por problemas com a infra-estrutura necessária para a competição, que será realizada em conjunto com a Ucrânia.

“Apóio a decisão de Drzewiecki neste assunto. Às vezes, uma postura dura é necessária, sob o risco de se pagar um alto preço. Tenho certeza de que Drzewiecki não demitirá Zawlocki”, afirmou Tusk, em entrevista coletiva.

O próprio interventor disse que não deixará o cargo. “Apenas posso dizer que não sairei. Fui nomeado pelo tribunal arbitral [do comitê olímpico polonês] e apenas o órgão pode me demitir”, comentou Zawlocki.
 

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Equipe Trivela

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