Mourinho revela desejo de treinar seleção: ‘Quero unir um país’
Após dizer que não sabe 'se iria gostar' de treinar uma seleção, o português voltou atrás no desejo de comandar uma equipe nacional
No que depender de José Mourinho, ainda veremos o “Special One” no comando de alguma seleção. O técnico do Fenerbahçe falou sobre o desejo de treinar a equipe de um país em entrevista ao jornal italiano “Corriere dello Sport”.
O português de 61 anos revelou que tem esse sonho como uma meta e que quer fazer isso pelo que “o futebol representa”. Apesar de ter sido um dos nomes pedidos para assumir a seleção brasileira na época da transição pós-Tite, Mourinho pareceu mais predisposto a assumir uma equipe europeia.
— Sim, quero disputar um Campeonato Europeu (com uma seleção) ou uma Copa do Mundo, unir um país em torno de sua seleção da mesma forma que tantas vezes consegui com clubes e torcedores. Quero fazer isso pelo futebol, pelo que esse esporte representa. Será incrível.
O técnico já foi questionado diversas vezes sobre a possibilidade de treinar uma seleção~em outras oportunidades. Mais recentemente, ele contou que foi convidado duas vezes para assumir o time de Portugal, mas recusou porque não sabe “se iria gostar”.
— Treinar uma seleção amanhã é um objetivo. Se você me perguntar amanhã, não sei se eu seria feliz. Se você me falar logo antes da Copa do Mundo, da Eurocopa, da Copa América, da Copa Africana de Nações, eu diria que sim, mas esperar dois anos por isso, eu não sei. Talvez um dia eu aceite, mas não tenho certeza que iria gostar — contou Mourinho em entrevista a Fabrizio Romano.
Mágoas com a Roma?
Antes de chegar ao clube turco, Mourinho teve uma saída conturbada da Roma. Após duas temporadas e meia na equipe italiana, que renderam uma taça e um vice-campeonato na Conference League e um vice na Liga Europa, o português foi demitido em janeiro deste ano.
Na entrevista, Mourinho admitiu que se arrepende de não ter deixado a Roma em 2023, quase um ano antes de sua saída oficial, após perder a final da Liga Europa para o Sevilla, em Budapeste. Além de ter listado este como um grande arrependimento — ao lado de ter deixado o Real Madrid –, ele citou o árbitro Anthony Taylor, que foi alvo de polêmicas por suas decisões naquela partida.
— Se falamos de (arrependimento em) jogos, são muitos porque quando perdemos sempre pensamos que poderíamos ter feito diferente, e eu perdi alguns jogos. Se, em vez disso, você se refere a escolhas profissionais, o meu ‘não’ a Florentino. Ele me disse ‘Mou, não vá embora agora, você já fez a parte difícil e agora vem a melhor parte…’. Eu sabia que seria assim, mas queria voltar ao Chelsea depois de três anos na Espanha de grandes lutas.

— E depois, Budapeste. Não por causa da bagunça que Taylor fez, mas porque eu não fui embora imediatamente. Eu deveria ter deixado a Roma, não o fiz e estava errado.
O treinador confirmou o rumor de que havia comprado ingressos para assistir a um último jogo da Roma no Estádio Olímpico e cumprimentar a torcida após sua saída. Isso porque seu último jogo a frente dos Lobos foi contra o Milan fora de casa.
— Não (comprei só) um, mas quatro. Eu estava no hotel com meus assistentes que me disseram: ‘Senhor, você merece cumprimentar os fãs e os fãs merecem cumprimentá-lo. Vamos’. Pensei nisso por algumas horas, depois tive medo que me acusassem de querer incomodar e eu não faço essas coisas, nunca.






