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Liverpool volta a uma final europeia após nove anos, mas cuidado: o rival é o Sevilla

Aquelas noites em Anfield. Criou-se toda uma atmosfera, até um pouco de mística, para quando o Liverpool recebe equipes de outros países em competições europeias. Não foi para menos. Com cinco títulos da Champions League e três da Copa da Uefa, atual Liga Europa, trata-se do clube inglês mais vitorioso do continente, uma tradição que, como outras, foi deixada de lado durante os últimos anos da crise dos Reds. Até esta quarta-feira: após nove anos, o Liverpool está de volta a uma decisão de torneio europeu, graças à vitória por 3 a 0 sobre o Villarreal, em casa.

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Foi mesmo uma daquelas noites em Anfield. O time de Jürgen Klopp foi recepcionado por uma bela atmosfera, insuflada pelo primeiro jogo em casa do Liverpool depois do veredicto que inocentou a sua torcida na tragédia de Hillsborough. Era a chance de decidir a Liga Europa pela quarta vez – a última havia sido em 2001, contra o Alavés – e de voltar a uma final europeia, após aquela derrota para o Milan, em 2007.

Na Espanha, o Liverpool havia sido castigado por um jogo no máximo razoável com um gol do Villarreal nos últimos minutos e precisava vencer por dois de diferença. A tarefa acabou sendo mais fácil do que imaginava. Os visitantes não viram a cor da bola. Deram quatro chutes contra 18 dos donos da casa, que exigiram nove defesas de Areola. Como nos seus melhores dias, Daniel Sturridge foi decisivo, em um ataque com Firmino, Coutinho e Lallana que funcionou muito bem.

Exceto no primeiro gol quando dependeu demais da sorte. O cruzamento de Firmino veio na medida para o inglês empurrar às redes, mas ele furou. Salvou-se das críticas porque Bruno marcou contra. No entanto, fez o segundo, cara a cara com Areola, em assistência de Firmino, e errou o chute que terminou aos pés de Lallana, para o terceiro. Perdeu um lance claro que poderia ser o quarto, e embora ainda esteja tecnicamente mais ou menos, pelo menos esteve nos lugares certos nas horas certas.

Assim como Firmino, que cresceu muito de rendimento com Klopp, e está tão solto que fez isso aqui com Soldado:

Klopp, em sete meses de Liverpool, chegou a sua segunda final – perdeu do City na Taça da Liga Inglesa – e pode resgatar um pouco da tradição europeia do time, dando-lhe o título e uma vaga na próxima Champions League. No entanto, o adversário não poderia ser mais difícil. O Sevilla, também em uma tarde tranquila, passou pelo Shakhtar Donetsk, por 3 a 1, dois gols de Kevin Gameiro e um de Mariano. Eduardo descontou para os ucranianos.

O primeiro jogo havia sido 2 a 2, e em nenhum momento o Sevilla pareceu próximo de esmorecer diante do Shakhtar. Chegou à decisão pela terceira vez seguida, o que nunca havia acontecido na história da competição.

É, também, a sua quinta decisão, contando a época de Copa Uefa, e o clube espanhol venceu todas elas. Da mesma maneira, o Liverpool nunca perdeu uma final da competição. Uma dessas marcas cairá em 18 de maio, no St. Jakob-Park, na Suíça.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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