Por que Milan corre risco de ser surpreendido pelo Benfica na Liga Europa em pleno San Siro?
Ainda invictos na temporada, Rossoneri e Águias vivem nova era com Ruben Amorim e Marco Silva, que medem forças no torneio da Uefa
Após a realização da 1ª rodada da Champions League, agora é a vez de a bola rolar na Liga Europa. Um dos candidatos ao título, o Milan fará sua estreia no San Siro diante do Benfica, que também almeja brigar pelas fases finais. E o duelo entre Ruben Amorim e Marco Silva colocará dois treinadores em início de trabalho frente à frente.
Enquanto o ex-Manchester United herdou um fim de temporada melancólico de Massimiliano Allegri, com a perda da vaga no G4 nas rodadas finais da Serie A, e promoveu uma reformulação profunda no elenco ao longo da última janela de transferências, o ex-Fulham sucedeu José Mourinho, que terminou invicto na Liga Portugal 2025/26, embora tenha ficado atrás de Porto e Sporting.
Em quatro jogos oficiais, Amorim tem duas vitórias e dois empates, mas ainda procura pelo equilíbrio entre defesa e ataque — são sete gols marcados e quatro sofridos. Situação diferente de Silva, que acumula nove vitórias e dois empates, com 39 bolas na rede e oito sofridos.
Trivela: Futebol europeu por quem entende
É verdade que o nível de enfrentamento do futebol italiano é superior ao do português, porém, como ambos os técnicos possuem um estilo de jogo parecido, a luta pelo controle da partida será um diferencial. E mesmo em casa, o Milan corre o risco de ser surpreendido pelo Benfica.
As virtudes do Benfica que podem prevalecer sobre o Milan
O jogo veloz pelas laterais do campo, com um atacante centralizado que busca causar impacto na construção, além da busca pelo domínio sobre o adversário por meio da posse de bola (média de 58,5% para os italianos e 65% para os portugueses no respectivo campeonato nacional) são características partilhadas por Ruben Amorim e Marco Silva.
Diante desse cenário, o que deve acontecer quando Rossoneri e Águias se encontrarem?
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Até por contar com o apoio de sua torcida, a tendência é que o Milan tente pressionar alto para recuperar a posse o mais rápido possível no campo de ataque. O problema é que, quando os encaixes individuais não surtirem efeito, o Benfica poderá aproveitar os espaços gerados para avançar com toques rápidos e verticais.
É importante ressaltar que a equipe de Amorim tem tido dificuldades de realizar a transição defensiva, apresentando buracos em suas compactações e até mesmo erros individuais com e sem bola, como demonstrado contra Juventus e Lazio. Caso isso se repita na abertura da Europa League, Silva deve tirar proveito para punir com efetividade.
Mais do que incomodar a defesa rival com sua presença física, Vangelis Pavlidis também tem se provado um artilheiro mortal nesta temporada: já são 14 gols marcados, além de duas assistências concedidas. Gianluca Prestianni também demandará atenção especial devido às suas oito bolas na rede, além de dois passes para gol.
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Talvez um dos grandes méritos das Águias até aqui seja seu perfil de camaleão tático: mesmo que os Rossoneri tenham o controle da posse de bola, a capacidade de jogar em contra-ataque já foi provada em jogos recentes. Portanto, do lado de Ruben Amorim, será necessário mais objetividade para infiltrar a defesa comandada por Marco Silva, cujo maior ponto fraco é a falta de velocidade para se proteger em lançamentos longos.
— O Benfica pode ganhar qualquer partida. Eles têm um ótimo treinador e jogadores excelentes. Por que não deveriam aspirar a ganhar a Liga Europa? Isso também se aplica ao Milan — reconheceu o técnico do Milan em coletiva na terça-feira (15).